Brasil registra mais de 2 mil mortes por COVID-19 pelo 3º dia seguido

Em São Paulo, houve recorde de óbitos para um dia desde o começo da pandemia. Ministério da Saúde anunciou repasse de recursos para custear leitos destinados a pacientes com COVID-19 em 21 estados

Foto: Reprodução de vídeo do Governo do Estado de São Paulo

O Ministério da Saúde informou na noite desta sexta-feira, 12, que nas últimas 24 horas 2.216 pessoas morreram em consequência da pandemia do novo coronavírus. Já o consórcio de veículos de imprensa que calcula o número de óbitos diários contabilizou 2.152 mortes.

Pelo terceiro dia seguido, mais de 2 mil mortes por COVID-19 foram registradas no País. O pico ocorreu na quarta-feira, 10, quando houve 2.286 óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde. Na mesma data, o consórcio de veículos de imprensa contabilizou 2.349 óbitos.

De acordo com o Ministério da Saúde, nesta sexta-feira o Brasil superou a marca de 10 milhões de pessoas recuperadas da doença.

Dia mais letal em São Paulo

São Paulo, o estado com o maior número de óbitos por COVID-19 até agora – mais 63,5 mil vítimas fatais – teve o recorde de mortes decorrentes do novo coronavírus em 24 horas nesta sexta-feira: 521 vidas perdidas, em média, um óbito a cada três minutos.

No estado, a taxa de ocupação de UTIs para a COVID-19 está perto dos 90%. A partir de segunda-feira, 15, o estado entrará na fase emergencial do plano de combate à pandemia. Até o dia 30, o governo paulista restringirá completamente a retirada de produtos nos estabelecimentos, a abertura de lojas de material de construção, os eventos esportivos de qualquer espécie e as celebrações religiosas coletivas.

Em atenção ao esforço coletivo para o combate à pandemia, a Arquidiocese de São Paulo anunciou nesta sexta-feira, em carta assinada pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, que a partir do dia 15 suspenderá as celebrações presenciais, mas manterá os templos abertos, das 6h às 19h30, para a visita dos fiéis e orações pessoais.

Mais vacinas, leitos e medicamentos

Em todo o Brasil, 20 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19 já foram distribuídas para a aplicação na população.

Nesta sexta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comunicou a aprovação do primeiro medicamento com indicação em bula para tratamento de pacientes infectados com a COVID-19: o antiviral Rendesivir. Também houve o informe sobre a obtenção do registros definitivo para a vacina da AstraZeneca/Oxford, que já está vem sendo aplicada em uso emergencial no País.

Já o Ministério da Saúde anunciou a compra de 10 milhões de doses da Sputinik V e publicou em edição extra do Diário Oficial da União a liberação de R$ 188,2 milhões para o financiamento de 3.965 novos leitos de UTI em municípios de 21 estados. Eles serão custeados por 90 dias, com possibilidade de renovação de prazo.

(Com informações de Agência Brasil, G1, Anvisa e Ministério da Saúde)

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