Santuário mariano realiza palestra on-line sobre prevenção ao suicídio

O Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima, na Região Episcopal Sé da Arquidiocese de São Paulo, promoveu no dia 21 uma palestra on-line com o Padre Lício de Araújo Vale, da Diocese de São Miguel Paulista

Setembro Amarelo

No “Setembro Amarelo”, diferentes instituições se mobilizam para promover uma ampla conscientização na sociedade a respeito das situações e sinais de que alguém pretende cometer suicídio e das formas para evitar que isso aconteça.

Nesse contexto, o Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima, na Região Episcopal Sé da Arquidiocese de São Paulo, promoveu no dia 21 uma palestra on-line com o Padre Lício de Araújo Vale, da Diocese de São Miguel Paulista, e membro da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção ao Suicídio. A atividade foi proposta pelo Frei Jair Roberto Pasquale, TOR, Pároco e Reitor do Santuário, e organizada pelas pastorais Familiar e da Saúde e o Curso Intensivo de Vivência Cristã.

Padre Lício tem se dedicado a estudar o tema do suicídio e, sempre que possível, partilhar conhecimentos a respeito. Ele acredita que debater o assunto, ainda considerado “tabu” por muitos, pode evitar que mais pessoas venham a pôr fim à própria vida.

Ao longo da palestra, Padre Lício lembrou que aquele que comete suicídio não o faz pensando em dar fim à própria vida, mas sim em “matar a dor” que habita em si. “É o ato desesperado de alguém que não consegue mais conviver com a sua dor.” Por isso, prosseguiu o Sacerdote, é fundamental falar sobre o assunto para que cada vez mais se possa reconhecer no outro a intenção de suicídio, a fim de impedir que cometa tal ato e que possa buscar ajuda com profissional de saúde mental.

Padre Lício comentou, ainda, que a reformulação do Catecismo da Igreja Católica, em 1992, indicou que “Deus pode dar o caminho do perdão” àquele que se suicida.

Ao responder a perguntas dos participantes da live, Padre Lício afirmou que, no processo normal de luto, a pessoa busca entender o porquê da morte de alguém que estimava, para, assim, dar sentido à perda. Diante do luto por suicídio, esse “porquê” permanece como uma incógnita. “Quem fica não tem resposta, e a sensação de abandono é enorme”, observou.

(Com informações da Pastoral da Saúde do Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima)

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