Cristo ressuscitou!

Cristo ressuscitou! Este acontecimento lança luz sobre todos os demais mistérios da vida do Senhor sobre a terra. Sua Encarnação, a pregação pública, os milagres, a fundação da Igreja, a instituição da Eucaristia e, especialmente, sua Paixão e Morte, podem ser compreendidos somente a partir deste fato: “Ressuscitado dos mortos, Cristo já não morre mais” (Rm 6,9). Nada do que Ele fez foi em vão; e nada foi apenas “temporário”! A sua existência neste mundo, os anos em que “andou por toda a parte fazendo o bem” (At 10,38), não se reduzirão a uma bela memória do passado. O Senhor proclama: “Estive morto, mas eis que vivo por toda a eternidade! E possuo as chaves da morte e do inferno” (Ap 1,18).

O Ressuscitado aparece a Maria Madalena, a Pedro, aos discípulos de Emaús, aos apóstolos reunidos, e confere um novo sentido também às suas vidas! Enfim, tornam-se compreensíveis aquelas palavras: “Eu vim para que tenham vida e a tenham abundantemente” (Jo 10,10). Adquire novo sabor a promessa: “Aquele que crê em Mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em Mim não morrerá eternamente” (Jo 11,25s). Na Ressurreição, os discípulos encontram o sentido profundo inclusive dos pesados trabalhos e sofrimentos que deveriam enfrentar. De agora em diante, sabem que viverão eternamente com Cristo ressuscitado e vitorioso. Como proclama São Paulo: “Temos certeza de que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus dentre os mortos, da mesma forma nos ressuscitará com Ele” (2Cor 4,14). 

É preciso que também nós nos deixemos iluminar pelo anúncio deste evento histórico que se torna presente na liturgia! A partir do Domingo de Páscoa, a Ressurreição do Senhor se irradia para todos os domingos do ano que são, por essa razão, “o Dia que o Senhor fez para nós” (Sl 118,24). A Ressurreição revela o sentido profundo de todos os acontecimentos da vida; dos mais felizes aos mais dolorosos e, especialmente, dimensiona corretamente a morte. Afinal, “Esta palavra é digna de fé: se com Ele morremos, com Ele também viveremos” (2Tm 2,11). No fim das contas, a vida encontra sua razão de ser na Ressurreição de Jesus, pois para nós “viver é Cristo” (Fl 1,21)!

Talvez tantas coisas nos deixem confusos e desanimados. A incerteza com relação ao futuro; o medo da doença e da morte; a falta de esperança na política e nas soluções humanas para problemas importantes; o caos verificado na sociedade e nas consciências. Talvez nos sintamos desolados como os apóstolos quando “ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual Ele devia ressuscitar” (Jo 20,9)… Pois bem, por isso mesmo, uma vez mais, a Igreja nos anuncia em alta voz que “Cristo ressuscitou dentre os mortos” (1Cor 15,20)! Uma vez mais, celebramos este mistério! Uma vez mais, o Senhor nos ordena: “Desperta, ó tu que dormes, e levanta dos mortos, pois Cristo se manifestará a ti” (Ef 5,14)! O Senhor onipotente, que confere sentido ao que parece sem sentido, está vivo e vitorioso!

Feliz Páscoa!

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