Eleições 2020: observações da Caritas sobre os impactos na vida dos refugiados

Podemos elencar três grandes problemas que impactam a vida dos refugiados na cidade:

– Falta de moradia: os solicitantes de refúgio quando chegam, precisam de moradia para iniciar o processo de integração local e a grande maioria é encaminhada para a rede de albergues da Prefeitura. Todavia, o tempo de permanência, que varia de três a quatro meses, é insuficiente para que a pessoa aprenda a língua portuguesa, consiga um emprego e uma moradia. Depois desse período, tem que deixar o albergue e a grande maioria vai para ocupações clandestinas de prédios no centro da cidade, ou fica em situação de rua. Assim, é preciso uma política de moradia que pense nesta realidade específica dos refugiados.

– Falta de emprego: a grande maioria dos solicitantes de refúgio e refugiados no processo laboral encontram dificuldade, pois não conseguem a revalidação de diplomas (é muito caro), nem atuar na profissão que tinham em seu país de origem. Em vista disto, acabam indo para a economia informal. Assim, é preciso uma política municipal que invista no microempreendedor.

– Serviços públicos: deve-se pensar em serviços públicos, principalmente na área de saúde, que tenham pessoas que falem outros idiomas, pois isso facilitaria muito o atendimento a esta população que usa os serviços públicos, como lhes são garantidos pela Lei 9474/97 – Lei do Refúgio no Brasil.

O prefeito deverá ser alguém que mantenha canais de diálogo com as comunidades de refugiados.

Padre Marcelo Maróstica Quadro, diretor da Caritas Arquidiocesana de São Paulo

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