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Filmes pela vida: Bella

Filme feito pela produtora de cinema de Eduardo Verástegui mostra o quão danoso é o aborto e lembra aos que o rejeitam que não basta ser contra tal prática, mas que é preciso que cada um, com a própria vida, faça o que está a seu alcance para ajudar o próximo

Filmes pela vida: Bella

Antes de ir ao filme recomendado, vale a pena dizer algo sobre Eduardo Verástegui. Hoje com 46 anos, ele cresceu em um pequeno povoado na região de Tamaulipas, no norte do México. Com 17 anos, começou os estudos de direito, por vontade do pai. Um ano depois, abandonou a Lei para perseguir o sonho de ser ator e cantor. Em poucos anos, conquistou esse sonho, tendo-se tornado uma grande estrela latina em Hollywood.

Eduardo recebeu papéis no cinema, encantou plateias jovens em shows e entrou por inteiro na vida que costuma caracterizar os famosos: festas, dinheiro, luxo e prazeres desenfreados. Ele seguiu por essa estrada até perceber que estava vazio por dentro e, sobretudo, que ofendia gravemente Deus, seu Criador e único verdadeiro amante.

Para a perplexidade de muitos, o “sex-symbol” de Hollywood passou por uma íntima conversão, começou a falar de Deus e a rejeitar os papéis de cinema que ofendessem sua dignidade ou pervertessem o público – por essa razão, pagou um preço: deixou de receber papéis e sofreu perseguições – e abandonou os prazeres perversos de antes. Como ele mesmo disse em entrevistas, descobriu a extraordinária beleza da castidade e passou a viver em continência.

A história de Eduardo é bastante interessante e as várias entrevistas encontradas na internet oferecem muita inspiração. Ao final, deixamos um link para uma dessas entrevistas, já antiga e em espanhol, que vale a pena assistir. Todavia, pensamos em citar Eduardo principalmente para recomendar um de seus filmes.

Após a conversão, ele fundou a própria produtora de cinema, Metanoia, que tem se dedicado a filmes que transmitam valores e mensagens edificantes. Um fruto desse trabalho, que é verdadeiramente uma joia do cinema, é o filme Bella, de 2006.

O filme inicia com o drama de Nina: ela descobre que está grávida e é demitida pelo dono do restaurante em que trabalha. Só e sentindo-se incapaz de levar adiante essa gravidez, Nina pensa que o aborto seja a única opção. O chefe da cozinha, José, percebe o estado de Nina e deixa o trabalho por um dia para ajudá-la. A história quase inteira se passa ao longo desse dia.

As atuações são boas, o roteiro também e os diálogos dão bastante material para refletir. A história é envolvente e deixa um impacto forte e positivo na audiência. O próprio Eduardo, em entrevista, disse ter recebido notícia de muitas mulheres que desistiram do aborto após assistirem o filme.

Bella não mascara a dificuldade da situação, mas, com sensibilidade, mostra a realidade como ela é: uma vida é sempre um dom, é sempre algo que dá sentido à vida dos outros, embora nós, oprimidos pela dureza do mundo e por nossos pecados, muitas vezes não consigamos enxergar por conta própria e, para isso, precisemos da ajuda dos que estão ao nosso lado.

O filme, que não cai em sentimentalismo, ensina a beleza do perdão e da família e o verdadeiro significado do amor. Alguns tiveram o dom de uma família boa, bem estruturada, enquanto outros não. Aqueles que receberam muito, receberam com isso o poder de dar muito e, só assim, podem encontrar aquela felicidade que preenche, que dá paz. Além disso, o sofrimento do outro é por vezes a oportunidade que cada um tem de encontrar redenção para si.

No filme, a um certo ponto, Nina agradece emocionada a José, ao que ele reage como se não houvesse o que agradecer. De fato, ele a havia ajudado, mas ela, na sua necessidade, dera a José a possibilidade de reencontrar sentido para sua vida. No fim das contas, é um filme sobre redenção e transcendência. Com maestria, é um filme que abre o homem para Deus sem recorrer a proselitismos ruins.

Bella mostra a loucura que é o aborto, mas não deixa de provocar aqueles que, corretamente, o rejeitam: não basta se posicionar contra, é preciso que cada um, com sua própria vida, faça o que está a seu alcance para ajudar o próximo. Nesse sentido, o filme também mostra o quanto o amor custa! O amor, de certo modo, custa tudo. Mas ele dá, em troca, tudo.

Para quem se interessar por Eduardo Verástegui:

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