Rezar pelas vocações: necessidade e compromisso

Estamos no mês de agosto, mês vocacional, e somos chamados a rezar pelas vocações e a promovê-las na Igreja. A oração tem importância fundamental na vida cristã e na evangelização, logo, também no serviço da animação vocacional. A oração é necessidade prioritária para a pastoral das vocações, e seu compromisso permanente. De uma comunidade orante brotam as vocações para a Igreja. 

Antes de tudo, a oração vocacional foi comandada explicitamente por Jesus, quando disse: “Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita” (cf. Mt 9,37-38 e Lc 10,2). A necessidade da oração se fundamenta na natureza da vocação. Esta, de fato, se coloca na dimensão transcendente da fé, é dom gratuito, é projeto de Deus, ação do Espírito e graça. A oração é parte essencial do plano divino da salvação. Nós mesmos, mediante a oração, nos tornamos colaboradores de Deus. Tudo o que pedirmos ao Pai, em nome de Jesus, Ele nos alcançará. Sem a oração, não existe autêntica pastoral vocacional.

A oração vocacional é eficaz, pois se fundamenta na Palavra do mesmo Cristo e responde a uma necessidade essencial da Igreja. Logo, é um compromisso de todos. Das vocações depende o futuro da Igreja. Esta, para realizar o projeto de Deus, em Jesus Cristo, pela força do Espírito Santo, de salvação da humanidade, deve pedir os dons e ministérios que somente o Espírito Santo pode suscitar. Trata-se do compromisso maior e mais sagrado, sem o qual os demais meios se tornam estéreis e vazios.

A oração pelas vocações se expressa nas várias formas propostas pela Igreja. Toda oração pode ser vocacional. Pensemos na liturgia e seus momentos e tempos orantes; a sagrada Eucaristia e a adoração eucarística; a oração a Maria, mãe e modelo de toda vocação, tão presente em nossa piedade; a oração pessoal e comunitária, a partir da Sagrada Escritura; as orações de louvor, de agradecimento, de perdão, de intercessão. Enfim, de tantos modos podemos elevar nossa prece, que abranja todas as vocações, na sua multiplicidade e complementaridade na Igreja. E rezamos também pela fidelidade e perseverança dos vocacionados e pela fecundidade ministerial dos que já vivem sua própria vocação a serviço da Igreja e dos irmãos. 

A oração pelas vocações é perene, contínua, deve se tornar habitual, que não se interrompa, e não pode ser reduzida a tempos ou situações específicas. É preciso rezar sempre, sem cessar, pois é o modo mais comum e característica consistente do apostolado vocacional. A oração permite criar um clima – e uma cultura – que favorece a descoberta da própria vocação, seu discernimento e decisão. Que Maria, Mãe e modelo de toda vocação, por nós interceda, juntamente com seu Esposo São José, nosso guardião e protetor. 

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