24 de junho: dia do Sagrado Coração de Jesus e de oração pelo clero 

Em todo o mundo, a Igreja celebra na sexta-feira, 24, a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, sempre celebrada na segunda sexta-feira após a Solenidade de Corpus Christi

Gera Juarez/Cathopic

“Devemos pedir ao Sagrado Coração de Jesus que o nosso coração seja semelhante ao Dele, que nós possamos amar ao próximo como Ele amou. É também o dia de oração pela santificação do clero. Uma data a ser vivida intensamente”, escreve o Cardeal Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro, em artigo publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 

“Durante este mês dedicado ao Coração de Jesus, intensifiquemos as nossas orações, os momentos de adoração ao Santíssimo e rezemos por todo o clero, padres, bispos, Papa e pela Igreja em geral. Que todos os padres tenham o coração semelhante ao coração de Jesus para acolher e amar os seus fiéis”, prossegue o Cardeal Tempesta. 

A celebração do Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes para esta mesma data foi instituída em 1995, por São João Paulo II. Uma das “relíquias” do magistério da Igreja sobre esse tema é a exortação apostólica Menti nostrae, escrita pelo Papa Pio XII, em 1950, sobre a santidade da vida sacerdotal. 

“Guiai o rebanho de Deus, que está entre vós, tende cuidado dele, tornando-vos sinceramente exemplares do rebanho” (1Pd 5,2.3). A partir dessas palavras de São Pedro, o Pontífice afirma que não há como o ministério sacerdotal atingir plenamente seu fim, “se os sacerdotes não brilham no meio do povo por insigne santidade, como dignos ‘ministros de Cristo’, e fiéis ‘dispensadores dos mistérios de Deus’ (1Cor 4,1)”. 

A primeira das virtudes que o sacerdote deve imitar do Cristo é a humildade, aprendendo do próprio Mestre a ser “manso e humilde de coração” (cf. Mt 11,29), jamais confiando nas próprias forças, tampouco buscando a estima e os louvores dos seres humanos, pois, como Cristo, não veio “para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28). Iluminado pela fé, o presbítero dispõe a alma à imolação da vontade por meio da obediência, a exemplo do Senhor, que foi obediente até a morte de cruz (cf. Fl 2,8). 

E, se para todo cristão, o principal meio de santificação é a oração, para um presbítero isso é imprescindível. Unidos a Cristo, os sacerdotes também não podem deixar de nutrir fervorosa devoção a Nossa Senhora, invocando-a com confiança, sobretudo, por meio da meditação dos mistérios do Rosário, que, como lembra Pio XII, “conduz a Jesus por Maria”. 

E os sacerdotes também se santificam à medida que, a exemplo de Cristo, que “passou fazendo o bem e curando a todos” (At 10,38), são “os apóstolos da caridade: devem, portanto, promover as obras de caridade, tanto mais urgentes hoje, que cresceram enormemente as necessidades dos indigentes”. 

(Colaborou: Fernando Geronazzo) 

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