A profunda vocação missionária do Apóstolo dos Gentios

A incansável disposição de Paulo para anunciar o Evangelho foi fundamental para disseminar o Cristianismo a outros povos, os chamados “gentios”. Para tanto, embora houvesse precárias condições de transporte e deslocamento na época – o que lhe impunha a necessidade de percorrer extensos quilômetros a pé –, além das constantes perseguições e adversidades que sofria, a ponto de pôr em risco a própria vida por amor a Cristo, o Apóstolo se valeu das viagens missionárias – quatro, ao menos – para apresentar a mensagem de Jesus ao mundo e, assim, cumprir sua missão. O SÃO PAULO apresenta a seguir um mapa que demonstra o itinerário percorrido pelo Apóstolo.

A profunda vocação missionária do Apóstolo dos Gentios
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1ª viagem missionária: Paulo parte de Antioquia, na Síria, e tem a companhia de Barnabé e João Marcos (cf. At 13), entre os anos 46 e 47. Segunda visita a Jerusalém, acompanhado de Barnabé e Tito, para o “concílio” apostólico (primavera do ano 48). No verão do ano 48, Pedro visita Antioquia e, tempos depois, Paulo se retira de lá (ano 49).

2ª viagem missionária: Com Silas e Timóteo, Paulo vai à Ásia Menor e Grécia, passando pela Galácia, Filipos, Tessalônica e Atenas (ano 49), até chegar a Corinto (ano 50), onde permanece e funda ali uma comunidade (entre os anos 50 e 52). Breve permanência em Éfeso e viagem a Antioquia (anos 51 e 52). Segunda visita à Galácia e à Frígia (ano 52).

3ª viagem missionária: Com Tito e Timóteo, Paulo se dirige a Éfeso, lá permanecendo um longo período: do verão do ano 52 à primavera do ano 56. Nesse ínterim, faz uma segunda visita a Corinto (ano 54). Depois, de volta a Éfeso, vai até Filipos, passando por Trôade e Macedônia. No ano seguinte, 55, faz nova visita a Corinto e depois vai a Jerusalém, passando por Filipos e Trôade. Em Jerusalém, é preso (ano 56) e enviado à Cesareia.

Viagem a Roma: Prisioneiro, Paulo é levado a Roma, provavelmente no ano 58. Sofre, porém, um naufrágio em Malta, entre os anos 58 e 59, e chega finalmente a Roma na primavera de 59 ou em 60. Permanece em Roma até os anos 62 ou 63, até ser martirizado, sob o governo de Nero.

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