Basílica de Sant’Ana festeja padroeira e dia dos avós

Vitral sobre o presbitério da nova basílica, retrata Sant’Ana ensinando as Sagradas Escrituras para a Virgem Maria

No domingo, 25, por ocasião do 1º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, o Cardeal Odilo Pedro Scherer presidirá missa na Basílica de Sant’Ana, na zona Norte de São Paulo, às 18h.

A celebração abrirá as comemorações da festa da padroeira, cuja data litúrgica é na segunda-feira, 26, e o primeiro aniversário da elevação a matriz paroquial à dignidade de basílica menor, concedido pela Santa Sé.

Construída entre 1896 e 1936, a igreja é um dos símbolos do bairro de Santana, que nasceu em torno da paróquia undada há 126 anos.

De acordo com o decreto Domus Ecclesiae (Casa da Igreja), da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, entre as Igrejas de uma diocese, em primeiro lugar e com maior dignidade, está a catedral, “na qual é colocada a cátedra, sinal do magistério e do poder do Bispo, pastor da sua diocese, e sinal da comunhão com a cátedra romana de Pedro”. Seguem-se depois as igrejas paroquiais, que são sede das várias comunidades da diocese. “Existem, além disto, os santuários, aos quais acorrem em peregrinação os fiéis da Diocese e de outras igrejas locais”, explica o documento.

“Entre estas igrejas e outras que são chamadas por outros nomes, existem algumas dotadas de uma especial importância para a vida litúrgica e pastoral, que podem receber do Sumo Pontífice o título de ‘Basílica Menor’, mediante o qual vem expresso um particular vínculo com a Igreja de Roma e com o Sumo Pontífice.  

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Paróquia

A origem da Paróquia se confunde com a origem da cidade de São Paulo no século XVI, quando uma grande porção de terra do outro lado da margem do Rio Tietê foi confiada aos missionários da Companhia de Jesus (Jesuítas), ao norte da Vila de São Paulo de Piratininga.

Batizada inicialmente de Fazenda Tietê, no local eram cultivados legumes, frutas e verduras para abastecer a população da vila. Com o passar dos anos, a fazenda expandiu seus limites à medida que os Jesuítas iam adquirindo outras terras, muitas delas doadas por famílias. Nesse período, a propriedade abrangia o que hoje é o município de Guarulhos e ia até a antiga Estrada Jundiaí.

A antiga sede da fazenda e, ao mesmo tempo, convento dos Jesuítas ficava onde hoje está o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo (CPOR), na Rua Alfredo Pujol. Anexa à residência, havia uma igreja dedicada a Sant’Ana. Ali, os cerca de 150 colonos se reuniam para rezar e, assim, foi se difundindo a devoção à mãe da Virgem Maria. Tanto que, com o tempo, a propriedade passou a ser conhecida como Fazenda Santa Ana. Em cartas enviadas aos portugueses em 1560, São José de Anchieta, fundador da cidade de São Paulo, chega a mencionar a fazenda.

Apesar de, desde 28 de maio de 1782, Sant’Ana ser a padroeira principal da cidade e da Arquidiocese de São Paulo, ainda não havia nenhuma paróquia dedicada à avó de Jesus. Somente em 12 de julho 1895 que Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, então bispo diocesano, erigiu a Paróquia de Sant’Ana. Na ocasião, foi nomeado como primeiro Pároco o Cônego Antonio Augusto Lessa. A sede provisória da nova paróquia passou a ser a Capela Santa Cruz, do Colégio Santana.

Matriz

A bênção da pedra fundamental da Igreja Matriz de Sant’Ana aconteceu em 1o de maio de 1896, por Dom Joaquim Arcoverde, em um terreno doado por Ismael Dias da Silva. Porém houve um conflito entre os moradores da parte alta do bairro, que não concordavam com a construção da igreja na parte baixa. Paralisou-se totalmente a construção e dissolveu-se a comissão de obras. Dessa forma, faltaram o apoio e os recursos necessários para a continuidade dos trabalhos.

Em 1904, a Paróquia foi confiada aos cuidados dos Missionários de Nossa Senhora da Salette (Saletinos), assumindo como Pároco o Padre Clemente Henrique Moussier, figura bastante lembrada na Paróquia por ter retomado a construção da matriz.

Em 26 de julho de 1908, foi inaugurada a capela-mor da matriz, que compreendia o presbitério e os altares laterais. A nave central do templo foi inaugurada em 1924. Na festa da padroeira de 1941, foi concluída a construção das duas torres e abençoados, por Dom José Gaspar de Affonseca e Silva, os três sinos de bronze.

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