Dom Odilo reflete sobre o que o episódio da traição de Judas tem a ensinar aos cristãos

Arcebispo refletiu sobre a liturgia diária no programa Encontro com o Pastor, da rádio 9 de Julho

Dom Odilo reflete sobre o que o episódio da traição de Judas tem a ensinar aos cristãos
Luciney Martins/ O SÃO PAULO

O Cardeal Odilo Pedro Scherer falou aos fiéis sobre o perigo da avareza no programa “Encontro com o Pastor”, da terça-feira, 12, que foi às 7h e às 12h na rádio 9 de Julho.

O Arcebispo lembrou que a liturgia da Terça-feira da Semana Santa recorda já um trecho da última ceia e a cena triste da traição de Judas. Jesus está sentado à mesa com os seus apóstolos, justamente durante a última ceia, e manifesta profunda tristeza quando diz: ‘em verdade, vos digo, um de vós me entregará’.

O Arcebispo de São Paulo reflete sobre a dor com que Cristo o diz e o susto que os apóstolos levam. Todos ficam desconcertados, olhando-se e perguntando quem seria. E Pedro fez sinal para João, que estava sentado perto de Jesus, perguntar ao Senhor quem é? Ele, então, disse, que seria aquele a quem desse um pedaço de pão molhado no vinho. Logo após entrega a Judas, que tomou pedaço de pão e depois saiu.

“A observação do evangelista São João aqui é desconcertante. Depois que Judas tomou o pedaço de pão, Satanás entrou nele. De fato, é uma observação muito forte, porque o traidor não se comoveu, não se tocou da seriedade do que ele fazia, vendeu Jesus. O traiu por trinta moedas de prata e O entregou. E quando Jesus manifestou essa tristeza, Judas fingiu como se nada fosse e saiu.”

SOFRIMENTO E ANGÚSTIA

O Evangelho continua com a ida de Cristo ao Horto das Oliveiras, para orar e traz a cena em que Ele sangra de tanto sofrimento e angústia. Judas aparece então, com os soldados. Como combinado com os algozes, se aproxima de Jesus e o beija e diz ‘salve Mestre’. E o Senhor, mais uma vez demonstra sua tristeza.

“Um beijo que deveria ser sempre um sinal de amizade, estima, amor. Para o caso, era um beijo traidor, um beijo que indicava exatamente o coração ruim. Como Judas chegou até isso? É a pergunta que se faz. Eles estavam com Jesus todo o tempo que os outros “.

Dom Odilo aponta que o problema de Judas é que ele tinha muito amor ao dinheiro, era avarento e isso se mostra no Evangelho do dia anterior, onde repreende Maria de Betânia, que unge os pés de Jesus com óleo perfumado. O apostolo traidor diz que o preço gasto no frasco para despejar sobre os pés do Senhor, poderia ser dado aos pobres. Judas fala isso não, porque tivesse preocupação com os pobres. Mas porque era ladrão e cuidava da bolsa.

Sua avareza se converte em desespero quando vê o Mestre condenado à morte. Mas sem coragem de pedir perdão, após tentar desfazer o negócio com o chefes dos judeus, foi se enforcar.

O Cardeal adverte o cuidado do amor ao dinheiro, que faz o coração ficar endurecido, podendo levar a fazer as piores besteiras. Assim como ter coragem de reconhecer os próprios erros, pedir perdão com humildade e claramente se arrepender dos erros.

CHAMADO ÀS CELEBRAÇÕES

Por fim, Dom Odilo indicou aos fiéis que participem presencialmente das celebrações nas igrejas. “O que nós não valorizamos outros acabam pegando. Se nós os católicos, não estamos atentos, vamos perdendo também estas celebrações que são tão bonitas, tão importantes para nós e que marcam a nossa tradição católica.”

OUÇA A ÍNTEGRA DO PROGRAMA “ENCONTRO COM O PASTOR”

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