Etapa diocesana do Sínodo dos Bispos será aberta na Arquidiocese no domingo, 17

A abertura da etapa diocesana do Sínodo dos Bispos acontecerá simultaneamente em todas as dioceses do mundo no domingo, 17. Na Arquidiocese de São Paulo, a celebração será nas regiões episcopais Belém, Brasilândia, Ipiranga, Lapa e Santana, às 15h, presidida pelos seus respectivos vigários episcopais. Já na Região Sé, a missa acontecerá às 11h, na Catedral Metropolitana, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer e concelebrada por Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar da Arquidiocese nessa região.

Logo em seguida, começará o processo de escuta nas paróquias, para ouvir o povo, seguindo as orientações do Documento Preparatório e do vademécum, já enviados pela Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos.

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Nas paróquias

Cada paróquia é chamada a envolver os membros dos conselhos paroquiais, lideranças de pastorais, grupos e organizações, bem como outros fiéis para participar desse processo de escuta a partir da série de questões propostas no Documento Preparatório que ajudarão cada grupo paroquial.

O processo de escuta paroquial deve ser encerrado até o fim de novembro, e a síntese de cada paróquia precisa ser repassada à região episcopal até 15 de dezembro. As regiões, por sua vez, deverão fazer a síntese das contribuições das paróquias até o fim de fevereiro, para entregá-la à Comissão do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral. E a Arquidiocese encaminhará o fruto desse processo de escuta à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em março de 2022.

O fruto da escuta diocesana será encaminhado à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, que servirá de base para a elaboração do primeiro instrumento de trabalho que norteará a etapa de escuta em âmbito continental. As sínteses dessa etapa ajudarão na redação do segundo Instrumento de Trabalho, que será utilizado na Assembleia Sinodal de 2023.

Sínodo arquidiocesano

Padre José Arnaldo Juliano, teólogo e perito do sínodo arquidiocesano de São Paulo, ressaltou ao O SÃO PAULO que o caminho sinodal convocado pelo Cardeal Scherer em 2017, com o tema “Caminho de comunhão, conversão e renovação missionária”, tem sido uma experiência concreta do processo proposto pelo Papa Francisco.

O sínodo arquidiocesano também teve três etapas e começou pelas paróquias, às quais foram propostos encontros de reflexões a partir de um subsídio. Em seguida, houve uma etapa no âmbito

das regiões episcopais e vicariatos. Em 2020, estava prevista a assembleia sinodal arquidiocesana, que ainda não pôde ser realizada devido à pandemia.

“A nossa contribuição para o Sínodo convocado pelo Papa pode ser muito profunda e madura, porque nós já percorremos esse caminho”, observou o teólogo, destacando que os eixos temáticos abordados pelo Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos já foram, de certa forma, objeto de reflexão no sínodo arquidiocesano.

Padre José Arnaldo reforçou que mais do que uma metodologia, o Papa Francisco quer estimular em toda a Igreja uma mudança de mentalidade, para que todos os processos, a começar da base das comunidades paroquiais, aconteçam em uma perspectiva sinodal, de escuta, discernimento na presença do Espírito Santo. “As comunidades poderão colher frutos já ao longo do caminho, pois sínodo é um processo. Isso nós já pudemos aprender no nosso sínodo arquidiocesano”, acrescentou.

Para o Cardeal Scherer, a sinodalidade ajuda a Igreja a alimentar sua comunhão e a manter a unidade. “A unidade do caminho é dada por Jesus-caminho, que todos devemos seguir com sinceridade, e construída na comum esperança e busca dos bens prometidos, que animam os passos da Igreja”, destacou o Arcebispo (leia o artigo de Dom Odilo).

Comentários

  1. E lá vamos nós para mais um sem fim de reuniões…

    No fim das contas sabemos que só constará nos documentos oficiais aquilo que os membros da cúria e os “donos” das paróquias (aqueles senhores e senhoras que estão há décadas na paróquia mandando no padre) quiserem. O povo mesmo nunca é ouvido.

  2. Boa tarde

    Confesso que estou confuso, não consigo vislumbrar essa sinergia citada no texto (talvez por ignorância minha), entre os trabalhos feitos até o momento no Sínodo Arquidiocesano e o novo Sinodo dos Bispos.

    Pelo que participei até o momento no Sínodo Arquidiocesano, os levantametos, as ações e etc, eram voltados para uma realidade local (nossa Arquidiocese) dentro de um contexo financeiro e cultural no nosso Pais.

    Creio que algo possa servir de subsidio para o novo Sinodo, mas questiono, o foco não era outro ?

    Obrigado

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