Nossa Senhora na iconografia

Desde os primeiros séculos, a Mãe de Jesus recebe especial veneração dos cristãos. Isso pode ser visto no modo como Nossa Senhora é retratada em pinturas antigas, especialmente nos lugares onde as comunidades se reuniam para celebrar a Eucaristia.

Segundo uma antiga tradição, São Lucas, o Evangelista, teria sido o primeiro a pintar um retrato de Nossa Senhora, tendo a própria Virgem Santíssima como “modelo”. São muitos os ícones de origem bizantina cuja autoria é atribuída ao Evangelista. Além disso, existem muitas outras obras de arte de autoria desconhecida, que atestam o quanto a representação mariana nas artes plásticas é antiga. 

Veja, a seguir, algumas delas:

Virgem Maria e o Menino Jesus

(Reprodução da internet)

Encontrada em uma parede da catacumba de Santa Priscila, em Roma, essa pintura datada do século II retrata Maria com o Menino Jesus nos braços, dando a impressão de que estava amamentando o Filho de Deus.

Nossa Senhora, o Menino e os Magos

(Giovanni Dall’Orto/Wikimedia Commons)

Datado do século III, o desenho feito na pedra de um sarcófago que atualmente está nos museus do Vaticano retrata a cena dos Magos adorando o Menino Jesus no colo de Maria.

Salus Populi Romani

(Reprodução da internet)

Chamada de Protetora do Povo Romano, essa é a imagem mais antiga de Nossa Senhora encontrada em Roma. Acredita-se que seja um dos ícones pintados por São Lucas, embora alguns historiadores afirmem que sua composição original tenha sido no século V. Atualmente, encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior e sua réplica peregrina pelos países-sede das Jornadas Mundiais da Juventude, juntamente com a Cruz entregue a princípio aos jovens por São João Paulo II e, depois, por seus sucessores.

Maria e o Menino entre os anjos e santos

(Reprodução da internet)

Localizada no Mosteiro de Santa Catarina, próximo ao Monte Sinai, no Egito, essa imagem é datada do século VI. Em torno de Maria e do Menino Jesus estão São Teodoro de Amásia, São Jorge e dois anjos. Também é possível identificar uma mão na parte superior da imagem, que muitos especialistas interpretam como sendo a representação da destra de Deus Pai.

Natividade

(Reprodução da internet)

Um ícone datado do século VII retrata a cena da Natividade do Senhor, com Maria atendendo o Menino Jesus, que está no centro da composição, assistida pelo boi e pelo asno. Os Magos chegam pela direita, enquanto os anjos e a estrela pairam acima. Abaixo da cena central estão vinhetas que retratam a advertência angelical a José (à esquerda) e as parteiras dando banho no Menino Jesus. A variedade de elementos simbólicos faz dele uma das representações que mais expressam a teologia do mistério do nascimento de Jesus, sendo reproduzido pela tradição bizantina ao longo dos séculos.

Mãe de Deus (Agiosoritissa)

(Fair Use via communio)

Este ícone do século VII atualmente está na Igreja de Santa Maria do Rosário, no Monte Mario, em Roma, mas sua origem é de Constantinopla, atual Istambul, na Turquia. Nele, Maria é apresentada como “intermediária” entre Deus e os homens.

Capa dos Evangelhos

(Reprodução da internet)

Esculpida na tampa de marfim de uma cópia dos Evangelhos confeccionada na Alemanha, entre os séculos VIII e IX, a obra de arte destaca Nossa Senhora com o Menino Jesus nos braços, ao centro. Atualmente, está preservada na Biblioteca do Vaticano.

Virgem e o Menino

(Reprodução da internet)

Este ícone, que representa Maria e o Menino Jesus, foi feito no século IX em Tsilkani, na Geórgia. Durante séculos, ela foi uma imagem reverenciada pelos fiéis deste país do Leste Europeu, atraindo muitos peregrinos ao seu local original. Hoje faz parte da coleção permanente do Museu de Arte da Geórgia na capital, Tbilisi.

Maria de Dura-Europos

(Yale News)

Descoberta na década de 1920, nas ruínas de Dura-Europos, considerada a primeira igreja cristã de que se tem conhecimento, na Síria, mostra uma mulher inclinada sobre um poço, que, por muito tempo, foi considerada a samaritana que conversa com Jesus nos Evangelhos. Uma teoria recente de um historiador, porém, argumenta que se trata da cena da Anunciação. A teoria se baseia em descrições da Anunciação do século II que narram que o anjo Gabriel aparece a Maria enquanto ela está tirando água do poço com um jarro. Um estudo mais aprofundado da imagem também revelou detalhes que são invisíveis a olho nu, como duas linhas alcançando o tronco da mulher, que sugerem a representação de uma encarnação.

(Com informações de Aleteia e Yale News)

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