Secretário de Estado do Vaticano diz esperar resposta de Moscou para dialogar

O Secretário de Estado, à margem de uma apresentação de um livro, reafirmou o desejo expresso pelo Papa de encontrar pessoalmente o presidente Putin para chegar a uma solução para o conflito na Ucrânia. A resposta do Patriarcado de Moscou às palavras do Papa sobre a videochamada com Kirill.

Cardeal Parolin

O Papa o havia dito em termos claros, reiterou o secretário de Estado, cardeal Parolin: Francisco está pronto para voar até Moscou, a Santa Sé está pronta para fazer todo o possível para deter a guerra, espera-se somente um sinal de abertura por parte da Rússia. No final da tarde desta quarta-feira, na apresentação do livro de Cesare Catananti, “La scomunica ai comunisti”. Protagonistas e antecedentes nos jornais do Santo Ofício” (A excomunhão dos comunistas. Protagonistas e antecedentes nos documentos do Santo Ofício), o cardeal Parolin falou por alguns minutos com jornalistas, que lhe pediram que comentasse as últimas palavras do Papa, na entrevista que deu ao jornal italiano Corriere della Sera.

“Penso, disse o cardeal, que neste momento não há outros passos a serem dados, o Santo Padre se ofereceu para ir a Moscou, para se encontrar pessoalmente com o presidente Putin. Estamos esperando que eles nos digam o que querem, o que pretendem fazer. Não creio que haja mais medidas a serem tomadas por parte do Santo Padre”. A porta está, portanto, bem aberta para a possibilidade de iniciar um diálogo construtivo que possa fazer silenciar as armas que vêm martelando a Ucrânia há mais de dois meses. Na entrevista ao jornal italiano, Francisco havia recordado a carta enviada pelo Secretário de Estado ao Kremlin na esperança de que o presidente russo concedesse uma janela de oportunidade para o diálogo.

O Patriarcado russo também reagiu à entrevista ao jornal Corriere dela Sera em uma declaração criticando as observações feitas por Francisco sobre a videochamada entre o Pontífice e Kirill em 16 de março, falando que o tom estava “errado”. Mas, para além dos tons, permanece o desejo de fazer todo o possível para reconstruir os equilíbrios internacionais danificados pela guerra. “O mundo precisa de paz, respirar paz é saudável”, repetiu Francisco há alguns dias, para que a força da fraternidade possa prevalecer no final.

Alessandro De Carolis – Vatican News

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