Seminários de Teologia e Propedêutico têm novos reitores

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, deu posse aos novos reitores do Seminário de Teologia Bom Pastor e do Seminário Propedêutico Nossa Senhora da Assunção. 

Padre José Adeildo Pereira Machado, até então reitor do Seminário Propedêutico, assumiu na segunda-feira, dia 1º, o cargo de Reitor do Seminário de Teologia. Ele sucede a Dom Cícero Alves de França, que deixou o ofício após ser nomeado Bispo Auxiliar de São Paulo, em março. 

Para substituir o Padre José Adeildo no Propedêutico, o Cardeal Scherer nomeou o Padre João Henrique Novo do Prado, até então Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, na Região Episcopal Brasilândia. Sua posse na função ocorreu na quinta-feira, 28 de julho. 

As cerimônias de posse aconteceram em missas celebradas nos respectivos seminários, com a presença de seminaristas e formadores. Em suas homilias, Dom Odilo destacou o zelo que a Igreja em São Paulo tem para com a formação dos futuros sacerdotes, que depois deverão servir ao povo de Deus, administrando os sacramentos, proclamando e ensinando a Palavra de Deus. Aos seminaristas, deixou uma mensagem contundente: o tempo de formação tem como objetivo conformar, gradativamente, o coração dos candidatos ao sacerdócio ao coração misericordioso de Jesus Cristo. Seminaristas que não se solidarizarem com aqueles que sofrem devem voltar para casa, não podem ser padres. 

GRATIDÃO E RESPONSABILIDADE 

Padre José Adeildo tem 43 anos e foi ordenado sacerdote em 2007. Mestre em Teologia Dogmática, fez especialização em formação presbiteral pela Universidade Gregoriana de Roma. Iniciou o trabalho como formador em 2012, sendo Vice-reitor dos seminários Propedêutico e de Filosofia, até assumir o cargo de Reitor no Propedêutico. 

Em entrevista ao O SÃO PAULO, Padre José Adeildo afirmou que acolhe a nova missão com gratidão e consciência da responsabilidade recebida. “Dom Odilo sempre lembra aos formadores que os sacerdotes devem ser formados conforme orienta a Igreja. Claro que cada formador tem sua característica própria, mas sempre devemos atuar conforme as diretrizes previstas pela Igreja”, disse. 

“O formador, de algum modo, exerce um certo nível de paternidade, no sentido de ajudar os futuros padres a viverem uma vida profunda com Deus. Isso passa pela promoção daquilo que é próprio da vida sacerdotal, nas diversas dimensões, na convivência, as correções e orientações sempre que necessário, o incentivo aos estudos e às atividades pastorais. Em resumo, o formador deve ajudar o seminarista a ser formado segundo o coração de Jesus Bom Pastor”, acrescentou o Reitor da Teologia, sublinhando que o seminarista é sempre o primeiro sujeito da própria formação, quando se deixa moldar pela ação do Espírito Santo e pelas mediações humanas oferecidas pela Igreja. 

Padre João Henrique tem 33 anos e foi ordenado sacerdote em 2015. Obteve o mestrado em Teologia Catequética pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma e fez o curso de formadores de seminário na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, também na capital italiana. 

“Estou muito feliz por poder contribuir com a formação dos futuros padres da nossa Arquidiocese. Agradeço a confiança de Dom Odilo na minha pessoa e no meu ministério”, destacou o novo Reitor, acrescentando que, “sobretudo nesta etapa do propedêutico, o que mais desejo é ajudar que os seminaristas tenham mais amor por Jesus Cristo, pela Igreja, e descubram a beleza da vocação sacerdotal”. 

(Colaborou: Padre Michelino Roberto) 

Como é a formação dos futuros padres na Arquidiocese de São Paulo 

O Seminário Arquidiocesano Imaculada Conceição é constituído de três casas de formação: Seminário Propedêutico Nossa Senhora da Assunção, Seminário de Filosofia Santo Cura d’Ars e Seminário de Teologia Bom Pastor. 

A Arquidiocese também conta com o Seminário Missionário Internacional Redemptoris Mater São Paulo Apóstolo, aos cuidados do Caminho Neocatecumenal, destinado à formação de padres diocesanos para as missões. 

ETAPAS 

As atuais diretrizes da formação sacerdotal da Santa Sé contidas na Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis, documento publicado em 2016, acentua que a formação dos futuros sacerdotes não consiste apenas no âmbito acadêmico, mas em um processo integral, constituído das dimensões humana, espiritual, pastoral, intelectual e missionária. 

As novas diretrizes também se refletem na mudança da nomenclatura das diferentes etapas formativas, que antes reforçavam a dimensão acadêmica e, agora, enfatizam o processo vocacional. 

O processo formativo na Arquidiocese se inicia com o Propedêutico. Nesse período, os candidatos residem em uma casa de formação e participam de aulas e atividades que os introduzem nos cursos superiores seguintes e na vida comunitária e espiritual próprias do seminário. 

A etapa seguinte é a do Discipulado, período em que o candidato cursa os três anos da faculdade de Filosofia, formação acadêmica de base para os estudos teológicos e fase na qual o seminarista aprofunda a dimensão do padre como discípulo de Cristo. 

A última etapa é a da Configuração, em que os seminaristas aprofundam a dimensão da identidade sacerdotal de Cristo, própria da vocação do padre. Nesse período, o candidato cursa os quatro anos da faculdade de Teologia. 

Após se formar em Teologia, o candidato é ordenado diácono, e dedica-se por aproximadamente um ano a um estágio pastoral mais intenso nas paróquias e outros organismos eclesiais, além de um período de atividade missionária em dioceses do interior do Norte ou Nordeste do País. 

FORMADORES 

Além dos reitores e vice-reitores, os seminários contam com sacerdotes responsáveis pelas formações internas, diretores espirituais, confessores, padres que acolhem os seminaristas nos estágios pastorais, professores e demais profissionais, como, por exemplo, psicólogos e fonoaudiólogos, entre outros, que auxiliam no processo formativo. 

Nesse sentido, a vida comunitária tem um papel fundamental no seminário, como lugar onde são estabelecidas relações interpessoais sadias, maduras, onde são desenvolvidas a capacidade de trabalhar em equipe, lidar com os conflitos, cultivar o diálogo, o exercício do perdão, da fraternidade.

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