Uma cidade de santos e bem-aventurados

Desde a sua origem, a cidade de São Paulo é marcada pela presença de homens e mulheres que entregaram sua vida a Deus a serviço do anúncio do Evangelho. Entre esses, alguns se destacam pelo seu testemunho de santidade, sendo reconhecidos pela Igreja como santos e beatos.

Os lugares onde essas pessoas viveram mantêm vivas suas histórias e podem ser visitados pelos fiéis como verdadeiros locais de “peregrinação” que reúnem a herança espiritual deixada por elas.

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA

Uma cidade de santos e bem-aventurados
Fotos: Luciney Martins /O SÃO PAULO

Conhecido como o Apóstolo do Brasil, o missionário jesuíta São José de Anchieta foi um dos fundadores da cidade de São Paulo. Morreu em 9 de junho de 1597, aos 63 anos, na pequena Vila de Reritiba, atual Anchieta (ES). Foi canonizado em 3 de abril de 2014, por meio de um decreto do Papa Francisco. Sua memória litúrgica é no dia 9 de junho.

Na capital paulista, o local de referência para sua devoção é o Pateo do Collegio, complexo histórico-cultural-religioso composto pela Igreja de São José de Anchieta, um museu e uma biblioteca. O acervo do museu contém documentação, livros, registros históricos e reportagens sobre a vida e os feitos desse Santo e do início da cidade. Lá, é possível venerar, em um grande relicário, o fêmur de Anchieta, osso transportado para Roma, em 1610, quando foi aberto seu processo de canonização. A relíquia só retornou ao Brasil na década de 1920.

MUSEU ANCHIETA

Funcionamento: de terça-feira a sábado, das 9h às 16h45. Para visitas monitoradas de grupos, é preciso fazer agendamento pelo telefone: (11) 3105-6899.

Informações sobre ingressos

Endereço: Praça Pateo do Collegio, nº 2, Centro.

Celebrações: De terça a sexta-feira: missa às 12h Domingo: Laudes, às 9h15; missa às 20h.

SANTA PAULINA

Uma cidade de santos e bem-aventurados
Luciney Martins /O SÃO PAULO

A religiosa italiana que, em 1890, fundou em São Paulo a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, morreu no dia 9 de julho de 1942. Foi canonizada em 19 de maio de 2002, no Vaticano, por São João Paulo II. Sua memória litúrgica é no dia 9 de julho.

O local em que Santa Paulina passou seus últimos 24 anos de vida e onde ela morreu se tornou um memorial. No espaço, estão expostos o oratório no qual ela fazia suas orações e recebia a Comunhão; a cronologia de sua vida; objetos de uso pessoal; o quarto onde faleceu, bem como o caixão em que foi sepultada; fotografias históricas. Estão preservados os objetos que ela utilizava, como a mesa, a cadeira e todos os instrumentos necessários em seus trabalhos. A peça mais recente é o busto de Santa Paulina em tecnologia 3D. Anexa ao prédio está a Capela Sagrada  Família, onde estão sepultados os restos mortais de Santa Paulina.

MEMORIAL SANTA PAULINA

Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 9h às 16h

CAPELA SAGRADA FAMÍLIA

Funcionamento: às terças e quintas-feiras, das 8h às 17h. Às quartas e sextas-feiras, e aos sábados e domingos, das 8h às 16h

Missas:Às terças e quintas-feiras, às 17h. Aos domingos, às 11h. Todo dia 9 de cada mês, às 17h, missa em honra de Santa Paulina.

Endereço: Avenida Nazaré, 470, no Ipiranga, em São Paulo

Telefone: (11) 2271-0077

Site

SANTO ANTÔNIO DE SANT’ANNA GALVÃO

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Luciney Martins /O SÃO PAULO

Primeiro Santo nascido no Brasil, Frei Galvão, como é popularmente conhecido, passou boa parte de sua vida em São Paulo. Após sua ordenação sacerdotal no Rio de Janeiro, em 1762, foi enviado para o Convento de São Francisco, na capital paulista. Em 1774, fundou e ajudou a construir, no bairro da Luz, um recolhimento para mulheres que, em 1929, tornou-se um mosteiro incorporado à Ordem da Imaculada Conceição (Concepcionistas). Foi lá que o Franciscano passou seus últimos anos, morrendo em 23 de dezembro de 1822. Foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007, no Campo de Marte, em São Paulo. Sua memória litúrgica é no dia 25 de outubro.

Os restos mortais de Frei Galvão estão sepultados na igreja do Mosteiro da Luz e podem ser venerados todos os dias, das 7h às 16h. É lá que as monjas confeccionam e distribuem as famosas pílulas de Frei Galvão, pequenos papeizinhos onde é escrita uma invocação mariana desse Santo, pedindo a proteção da Imaculada Conceição. Anexo ao mosteiro também funciona o Museu de Arte Sacra de São Paulo.

MOSTEIRO DA LUZ

Missas: Diariamente, às 7h.

Endereço: Avenida Tiradentes, 676, Luz

Telefones: (11) 3311-8745 / 3326- 9632

E-mail: rb.gr1653284524o.zul1653284524adori1653284524etsom1653284524@otne1653284524midne1653284524ta1653284524

BEATO MARIANO DE LA MATA

Uma cidade de santos e bem-aventurados
Luciney Martins /O SÃO PAULO

Religioso agostiniano espanhol, Mariano de la Mata Aparicio foi ordenado sacerdote em 1930 e, no ano seguinte, enviado ao Brasil. Entre inúmeros serviços realizados na província, o principal foi como responsável pelo Colégio Santo Agostinho e colaborador da Paróquia de mesmo nome, na Liberdade. Morreu em 5 de abril de 1983, com fama de santidade e zelo sacerdotal. Foi beatificado no dia 5 de novembro de 2006, na Catedral da Sé, em São Paulo, durante celebração presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins, então Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Sua memória litúrgica é em 5 de novembro.

Os restos mortais do Beato Mariano estão sepultados em um altar na Paróquia Santo Agostinho, no bairro da Liberdade.

PARÓQUIA SANTO AGOSTINHO

Missas: De terça a sexta-feira, às 7h Sábado, às 17h. Domingo, às 9h, 11h e 18h

Endereço: Praça Santo Agostinho, 37, Liberdade

Telefone: (11) 3209-4685. WhatsApp: (11) 96162-1027.

BEATA ASSUNTA MARCHETTI

Uma cidade de santos e bem-aventurados
Luciney Martins /O SÃO PAULO

Religiosa italiana, chegou ao Brasil em 1895 para trabalhar no Orfanato Cristóvão Colombo, fundado por seu irmão, Padre José Marchetti, e ajudou a fundar a Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu (Scalabrinianas). Suportou, com heroísmo, as duras provas do dia a dia. À noite, atendia quantos batiam à sua porta no pequeno ambulatório instalado no orfanato. Sua vida era marcada pela oração e penitência. Morreu em 1º de julho de 1948. Foi beatificada em 25 de outubro de 2014, na Catedral da Sé, em missa presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, com a presença do Cardeal Angelo Amato, então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. 

Na ocasião da beatificação, foi inaugurado um memorial que reúne objetos pessoais da Beata Assunta, fotografias e documentos. Os visitantes podem assistir à exibição de um vídeo que conta um pouco da história da bem-aventurada. No memorial também está a capela onde se encontram seus restos mortais e o quarto onde ela morreu. Sua memória litúrgica é no dia 1º de julho.

MEMORIAL MADRE ASSUNTA

Funcionamento: diariamente, a partir das 9h (Devido à pandemia, recomenda-se contato prévio por telefone).

Missa: Todo primeiro domingo do mês, às 16h.

Endereço: Rua do Orfanato, 883, Vila Prudente.

Telefone: (11) 2063-1269.

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