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A oração do Papa às vítimas do terremoto que há 4 anos devastou cidades da Itália

Solidariedade e esperança são as palavras usadas pelo Papa para lembrar do terremoto de 4 anos atrás, além de temas enaltecidos nesta segunda-feira, 24, pelo bispo de Rieti, Dom Domenico Pompili, ao voltar o olhar para a reconstrução que avança lentamente na região central da Itália. Por esse motivo, segundo o presidente do país, Sergio Mattarella, é necessário recuperar “determinação e eficiência”.

A oração do Papa às vítimas do terremoto que há 4 anos devastou cidades da Itália
ANSA

O quarto aniversário do terremoto que devastou cidades da região central da Itália é lembrando nesta segunda-feira (24) nas palavras do Papa Francisco que, em um tweet lançado no perfil oficial em língua italiana, também se une em oração à comunidade local. Diz a mensagem no @Pontifex_it:

“Renovo a oração pelas famílias e as comunidades que mais sofreram danos para que possam seguir em frente com solidariedade e esperança.”

Já no domingo, 23, no Angelus, Francisco havia falando sobre a reconstrução desses “belíssimos territórios dos Apeninos”. Para o presidente da Itália, Sergio Mattarella, “apesar de muitos esforços significativos, o trabalho de reconstrução das cidades destruídas está inacabado e prossegue com dificuldade, entre muitas dificuldades também de natureza burocrática”. Portanto, para o chefe de Estado, que divulgou uma mensagem para este dia, “a República – em todas as suas instituições, territoriais e de setor – deve considerar como prioritário o destino dos concidadãos mais desafortunados, afetados por desastres naturais, recuperando, em todos os níveis, determinação e eficiência”.

A vigília e as missas em Amatrice e Accumoli

299 foram as vítimas daquela noite trágica entre 23 e 24 de agosto de 4 anos atrás, revivida na zona vermelha de Amatrice, na vigília desta noite. Às 3h36 em ponto, os sinos tocaram e foram acompanhados da leitura de cada um dos nomes das pessoas que ficaram sob os escombros. Pela manhã desta segunda-feira, 24, foi realizada uma missa solene em memória às vítimas, celebrada pelo bispo da diocese de Rieti, dom Domenico Pompili. Ao final do dia, enfim, a recordação parte de Accumoli, com a segunda celebração eucarística, sempre em respeito às normas de contenção da Covid-19.

O bispo de Rieti: a população está desorientada

Ao Vatican News, dom Pompili, enfatizou que a “esperança” de quem espera pela reconstrução agora não deve ser desapontada. E sobre este quarto aniversário do terremoto na região central da Itália comenta:

“Certamente está sendo vivido como uma ferida que se reabre. No sentido de que, embora a dor pela perda de entes queridos nunca tenha sido curada, o aniversário acaba sendo um dia ainda mais difícil para a memória. E, ainda, junto a esse sentimento de dor que se repete, há também um sentimento de desorientação. Porque parece, mesmo após 4 anos, que não exista certeza em relação ao futuro, o que significa, de uma forma particular, aquele da própria casa, de um retorno àquilo que foi apagado no arco de poucos segundos na noite de 23 e 24 de agosto. Passamos por estes anos numa condição em que os tempos têm se tornado cada vez mais longos. As questões ainda não foram enfrentadas, tanto às relativas à reconstrução propriamente dita, como aquelas relativas às estradas e à infraestrutura, e ainda aquelas relativas ao trabalho. Portanto, o que se espera é uma esperança, de que se fosse desapontada mais uma vez, seria verdadeiramente doloroso”.

Idosos estão na categoria de maior risco

A situação do lado da região de Marche também é difícil. Cidades inteiras, como Arquata del Tronto, não existem mais; outras, como Aquasanta Terme, foram fortemente danificadas. O presidente da regional de Ascoli Piceno das Associações Cristã de Trabalhadores Italianos (ACLI), Claudio Bachetti, afirma:

“Os prazos para a reconstrução serão muito longos de qualquer forma. De acordo mais ou menos com a ideia que temos, levará cerca de 10 anos até que possamos falar de comunidades reconstruídas do ponto de vista logístico.”

Os idosos, sublinha Bachetti, são a “categoria” de maior risco, justamente por causa dos laços com o território, pois são eles os que viveram mais tempo na região. Através da associação, finaliza o presidente, “tentamos oferecer atividades de apoio a essa categoria. Para o trabalho, estamos tentando ativar projetos para criar situações de turismo ambiental e sustentável, idealizando pacotes turísticos experimentais e acessíveis”.

(Com informações de Vatican News)

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