Asteroide recebe nome de sacerdote e astrônomo ainda vivo

POR GUSTAVO CATANIA RAMOS

O Padre Chris Corbally, SJ, é o 16º jesuíta a nomear um asteroide por suas importantes contribuições para o conhecimento dos astros.

O sobrenome do Padre Chris Corbally, jesuíta, astrônomo do Observatório do Vaticano, será o nome de um asteroide descoberto entre as órbitas de Marte e Júpiter. A União Astronômica Internacional (UAI) escolheu o Sacerdote, nascido na Grã-Bretanha, pelas suas importantes contribuições nesse campo.

Asteroide recebe nome de sacerdote e astrônomo ainda vivo
(Crédito: Vatican Observatory)

As contribuições do Padre Corbally, que hoje tem 74 anos, incluem a construção e manutenção de câmeras de dispositivos usados para captação de imagens digitais de objetos celestes pelo Laboratório de Tecnologia Avançada do Vaticano, além de seus trabalhos com telescópios no Observatório Steward da Universidade do Arizona nos Estados Unidos da América, que ajudaram no entendimento de múltiplos sistemas solares, da formação das estrelas e da estrutura das galáxias.

Em 24 de junho, o Sacerdote afirmou à Catholic News Agency estar “totalmente surpreso” com a notícia, porque toda a sua carreira foi focada em estudar estrelas e não asteroides. Perguntado se conhecia o asteroide que recebeu o seu nome, o Sacerdote afirmou que “muito pouco. Ele tem aproximadamente um quilômetro de diâmetro, o que faz dele um corpo pequeno. Ele está no meio termo em relação à sua claridade. Não é o mais apagado nem o mais claro”.

“Ele orbita no espaço entre Júpiter e Marte, que é chamado de Cinturão de Asteroides”, continuou. “Há uma colmeia de asteroides nesse cinturão. Eles são partes de sobras da formação do sol e dos planetas mais importantes de nosso sistema – Mercúrio, Vênus, Terra e Marte – e, também, dos planetas gigantes, Júpiter, Saturno, Uranio e Netuno”.

O agora asteroide Corbally foi descoberto pelo astrônomo americano Roy Rucker em 2001, em um observatório no estado do Arizona, nos Estados Unidos. Padre Corbally trabalhou com Rucker em um projeto que examina diversos corpos celestes que variam em sua claridade.

O Sacerdote tornou-se membro do Observatório do Vaticano em 1983 como um astrônomo pesquisador, servindo como vice-diretor do grupo de pesquisa do Observatório Vaticano em Tucson, Estados Unidos, até 2012.

Por fim, Padre Corbally afirmou que o asteroide provavelmente existirá por milhões de anos: “A não ser que ele seja perturbado de sua órbita, o que sempre pode ocorrer, ou, suponho, ele bata em outro asteroide”.

“Mas há muito espaço por aí. Há milhões de asteroides vagando por aí. Nós não percebermos o quão grande o espaço é”, concluiu o Sacerdote.

16 asteroides tem nomes de Jesuítas

Padre Corbally é o 16º jesuíta a dar nome a um asteroide. Além dele, outros cincos jesuítas que dão nome a esses pequenos corpos rochosos ainda vivem.  A maioria dos 16 jesuítas deu uma importante contribuição para o conhecimento dos astros.

Um asteroide tem o nome de Ignatius, em homenagem ao fundador da Companhia de Jesus, Santo Inácio de Loyola.

A UAI possui regras rígidas para escolher os nomes de asteroides. De acordo com o seu site, os nomes têm de ter 16 caracteres ou menos e um palavra apenas, preferencialmente. Deve ser de fácil pronúncia, não ofensivo e substancialmente diferente que os outros nomes. Além disso, asteroides não podem ser nomeados com nomes de políticos ou de figuras militares até, pelo menos, 100 anos depois de sua morte.

A imagem a seguir mostra a posição que os 11 asteroides terão em 31 de julho de 2020:

Asteroide recebe nome de sacerdote e astrônomo ainda vivo

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