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Dia Mundial do Coração: hábitos saudáveis evitam doenças cardíacas

Controle do colesterol, hipertensão, diabetes e um estilo de vida saudável podem reduzir em até 80% chances de sofrer um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) nos próximos anos

Dia Mundial do Coração: hábitos saudáveis evitam doenças cardíacas
Reprodução da Internet

O Dia Mundial do Coração é comemorado em 29 de setembro. A data foi criada como forma de conscientizar a população sobre a importância de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardíacas.

Este ano, mais de 300 mil pessoas já morreram em decorrência dessas patologias, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). As doenças cardiovasculares matam, em todo o mundo, mais do que por qualquer outra causa: cerca de 17,9 milhões a cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

NÚMEROS PREOCUPANTES

Uma pesquisa realizada com mais de 9 mil pacientes, homens e mulheres, em unidades básicas de saúde de 32 cidades paulistas mostrou que as pessoas não controlam os principais fatores de risco para o coração. O Estudo Epidemiológico de Informações da Comunidade (Epico) revelou que o colesterol, a hipertensão e o diabetes têm índices de controle zero.

No caso do colesterol, analisado isoladamente, o controle foi de apenas 16%. Somente 25% apresentavam valores de glicemia dentro das metas preconizadas, e a pressão arterial estava sem controle por 48% dos participantes. O estudo foi conduzido pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

“Quando se avaliou o controle de todos os fatores, nenhum dos 9 mil pesquisados apresentou controle. Esses resultados mostram que há necessidade de educação de pacientes, uso contínuo das medicações, implementação de medidas voltadas ao estilo de vida saudável para aumentar as taxas de controle”, comentou em entrevista à Agência Brasil a diretora de Promoção e Pesquisa da Socesp, Maria Cristina de Oliveira Izar.

PREVENÇÃO É TUDO

Para alertar sobre as complicações das doenças cardiovasculares, a Socesp promove ações de conscientização em seu site e nas mídias sociais. A campanha “Nós cuidamos do seu coração” traz dicas de alimentação saudável, prática de atividade física, combate ao estresse e informações para os fumantes deixarem o cigarro com segurança.

Há também uma série de vídeos gravados por integrantes dos oito departamentos multiprofissionais da entidade, com especialistas em educação física, enfermagem, farmacologia, fisioterapia, nutrição, odontologia, psicologia e serviço social, além de um grupo de estudos sobre cuidados paliativos.

REDUZIR OS RISCOS

Segundo a entidade, mudanças de hábito podem causar impacto de até 80% na redução de chances de uma pessoa sofrer um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) nos próximos dez anos. Segundo Maria Cristina, as mudanças podem ser feitas simultaneamente, sempre que possível.

“Devemos atentar que para aqueles que já têm o hábito de se exercitar, existem aplicativos e vídeos que podem auxiliar na promoção da saúde. No entanto, para aqueles que não praticam exercícios, a supervisão de profissional de educação física é recomendada, assim como a orientação de um nutricionista. A modalidade de exercício escolhida deve ser aquela que o indivíduo goste de praticar, que seja compatível com sua condição e possa ser feita pelo menos por 30 minutos em cinco dias da semana”, aconselhou.

COVID-19 E O CORAÇÃO

A pandemia de COVID-19 trouxe maior preocupação com as doenças cardiovasculares. “Não temos a completa dimensão do impacto que o coronavírus terá no futuro, mas sabemos que é essencial cuidar de nossos corações agora, já que os cardiopatas têm maiores complicações ao serem contaminados”, disse à Agência Brasil o presidente da Socesp, João Fernando Monteiro Ferreira.

Boa parte dos fatores de risco para o coração é modificável, como a inatividade física, a dieta não saudável, a pressão arterial elevada, o uso do tabaco, o colesterol sem controle, a obesidade e o excesso de peso. Os fatores não modificáveis são o histórico familiar e o diabetes, mas que podem ser atenuados segundo o especialista.

(Com informações de Agência Brasil e Socesp)

(Redação com edição de Flavio Rogério Lopes)

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