‘Devemos estar livres de toda idolatria e permanecer na verdade de Deus’

‘Devemos estar livres de toda idolatria e permanecer na verdade de Deus’

Na missa desta quarta-feira, 24, na capela de sua residência, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, meditou sobre a busca da verdade divina, que se manifesta na pessoa de Jesus Cristo.

A Eucaristia, transmitira pela rádio 9 de Julho e pelas mídias digitais, foi celebrada na intenção das vítimas da pandemia de COVID-19, seus familiares, doentes e todos aqueles que, de alguma forma, foram atingidos pelos impactos desta crise sanitária, em especial os mais pobres.

Permanecer na Palavra

O Evangelho do dia  (Jo 8,31-42) narra a conversa de Jesus com os judeus que acreditaram nele e lhes disse: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Recordando que essa frase de Jesus tem sido muito usada na atualidade em discursos políticos, Dom Odilo ressaltou que Jesus, ao contrário, referia-se à Palavra de Deus e ao testemunho que ele dava sobre a verdade divina. “A verdade não está ligada a um partido, um discurso político ou ideologia. Não nos enganemos com certas formas de usar até mesmo as palavras do Evangelho indevidamente”, afirmou.

O Cardeal acrescentou que a verdade de Deus é conhecida à medida que se está unido a Ele. “Sendo discípulos de Jesus e estando em comunhão com Ele, nós conhecemos cada vez mais esta verdade de Deus”, disse.

Fiéis até o fim

Já a primeira leitura (Dn 3,14-20.24.49a.91-92.95) narra um fato de fidelidade a Deus até o fim dado pelos três jovens Sidrac, Misac e Abdênago, que não aceitaram a idolatria imposta pelo rei Nabucodonosor, que mandou que fossem lançados à fornalha ardente.

O Arcebispo enfatizou que os jovens permaneceram fiéis e foram libertados por Deus, que manifestou sua verdade e recordou que na conclusão dessa narrativa, o próprio rei da Babilônia se convence de que o Deus de Israel é o único a ser adorado.

“O rei é convencido da verdade, libertado das idolatrias que o amarram, escravizam, que representam apenas a projeção do próprio homem e suas pretensões, dos seus delírios de poder e sua vontade de dominação sobre os outros. O Deus vivo, ao invés disso, liberta, salva e, portanto, nele permanecemos firmes e confiantes”,  afirmou Dom Odilo.

Livres em Deus

“No caminho quaresmal, perguntemo-nos mais uma vez: Como é minha fé? Qual é o Deus no qual eu creio, de fato? Ponho toda a minha confiança em Deus ou tenho desconfiança em relação a Ele e, por isso, corro atrás de outros ídolos?”, indagou o Cardeal, ressaltando que tal questionamento não significa que não se deva buscar os meios humanos para solução de problemas, mas alertou para a tendência à idolatria que existe no coração humano, quando se busca outras “divindades” e substitutivos em relação a Deus.

“Devemos estar livres de toda idolatria e permanecer na verdade de Deus. Pois, conhecendo esta verdade e acolhendo-a seremos livres para viver e louvá-lo”, concluiu o Arcebispo.  

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