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Isolamento social permanece abaixo do esperado em SP

Taxa na capital paulista ficou em 52%. Ao todo, 500 cidades já registram casos em todo o estado

Dados do Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do governo paulista, divulgados nesta sexta-feira, 22, mostram que o percentual de isolamento social no Estado de São Paulo foi de 49% na quinta-feira, 21.

O resultado permaneceu abaixo do mínimo, estabelecido em 55%, considerado pelo governo paulista como satisfatório para diminuir a propagação do novo coronavírus e para evitar um colapso no sistema de saúde. A taxa considerada ideal é acima de 70%.

Isolamento social permanece abaixo do esperado em SP
(Crédito: Agência Brasil)

Na capital paulista, onde esta quinta-feira foi feriado antecipado da Consciência Negra, o isolamento foi de 52%, ainda abaixo do recomendado. Na quinta-feira anterior, dia 14, o índice de isolamento foi 49%.

O índice de isolamento é baseado em dados de telefonia móvel dos cidadãos, analisados pela SIMI. Segundo o governo do estado, a partir do monitoramento é possível apontar em quais regiões a adesão à quarentena é maior e em quais as campanhas de conscientização precisam ser intensificadas, inclusive com apoio das prefeituras.

Coronavírus em 500 municípios paulistas

Também na tarde desta sexta-feira, o governo do estado divulgou que já foram confirmados 76.871 casos de COVID-19, com mais 3.132 novos registros desde ontem.

O vírus continua se espalhando pelo Estado e já alcança 500 municípios paulistas, o equivalente a 77,5 % do território paulista.

São 5.773 óbitos pelo novo Coronavírus, com 215 novas mortes confirmadas nas últimas 24 horas.

Há 11,6 mil pacientes internados em São Paulo, sendo 4.433 em UTI e 7.176 em enfermaria. Já ocorreram 15.296 altas de pacientes que tiveram confirmação de COVID-19 e foram assistidos em hospitais de São Paulo.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI reservados para atendimento a COVID-19 é de 74.7% no Estado de São Paulo e 91.4% na Grande São Paulo.

Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais estão 3.397 homens e 2.376 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 73% das mortes. Observando faixas etárias subdividas a cada dez anos, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (1.390 do total), seguida por 60-69 anos (1.333) e 80-89 (1.124).

Também faleceram 369 pessoas com mais de 90 anos. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (820 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (422), 30 a 39 (238), 20 a 29 (49) e 10 a 19 (17), e 11 com menos de dez anos.

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (58,9% dos óbitos), diabetes mellitus (43,5%), doença neurológica (11,3%), doença renal (10,5%) e pneumopatia (9,5%). Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e hepática.

(Com informações do Governo de São Paulo, Prefeitura de São Paulo e Agência Brasil)

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