Nova lei de segurança amplia repressão a dissidentes na China

Sob o argumento de manter a soberania nacional, governo chinês tem perseguidos críticos, como o empresário de mídia Jimmy Lai

Nova lei de segurança amplia repressão a dissidentes na China
Empresário Jimmy Lai é um dos opositores do governo chinês (Reprodução da internet)

Na noite de 11 de agosto, a polícia chinesa liberou da cadeia, sob fiança, o empresário Jimmy Lai, seus dois filhos, Ian e Timothy, e a ativista pró-democracia Agnes Chow.

Jimmy Lai e seus filhos haviam sido presos no início da semana sob a acusação de conluio com forças estrangeiras e conspiração contra a nova lei chinesa de segurança nacional. Agnes Chow, por sua vez, fora acusada de incitar a intervenção de forças estrangeiras por meio de seus posts na internet.

No momento da prisão, ao menos 200 policiais foram enviados ao jornal de Jimmy Lai. Se acusado e condenado, ele poderia passar dez anos de cadeia, ou até a prisão perpétua se seus “crimes” fossem considerados de natureza grave.

Jimmy Lai tem 72 anos, é católico e pai de cinco filhos. Fez fortuna investindo em empresas de mídia: fundou a Next Digital e o jornal Apple Daily, o mais conhecido periódico anti-Pequim de Hong Kong. Ele também é conhecido por apoiar personalidades católicas que têm criticado o governo chinês, principalmente após a aprovação da nova lei, que passou a vigorar dia 30 de junho.

A nova lei de segurança para Hong Kong, aprovada pelo governo Chinês, tem suscitado muitas reações de oposição. Ela teoricamente proíbe atos de secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras para pôr em risco a soberania nacional. Apesar de Hong Kong gozar de autonomia para a gestão política, na prática, com a nova lei, o governo chinês decidiu eliminar ou debilitar fortemente tal autonomia.

O governo chinês tem reprimido protestos e o trabalho de jornalistas. No começo da semana, houve novas multas a vários jornalistas, segundo a Associação de Jornalistas de Hong Kong. Além disso, foram anunciadas sanções contra organizações internacionais que atuam no país denunciando os abusos cometidos em Hong Kong e o genocídio da população Uigur, por meio de esterilização, aborto e planejamento familiar forçados.

Fontes: Crux e Religión en Libertad

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