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Paróquia Santa Dulce dos Pobres é criada na Arquidiocese de São Paulo

Paróquia Santa Dulce dos Pobres é criada na Arquidiocese de São Paulo
Cardeal Scherer incensa imagem de Santa Dulce dos Pobres, padroeira de nova paróquia criada no Jardim Felicidade (Foto: Luciney Martins)

Uma missa na tarde deste sábado, 26, marcou a criação da 305ª Paróquia da Arquidiocese de São Paulo, com o título de Santa Dulce dos Pobres, localizada no Jardim Felicidade, na periferia da zona Norte da capital paulista.

A celebração foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, que na ocasião, também nomeou e deu posse ao primeiro Pároco, Padre Antonio Pedro dos Santos.

A Eucaristia foi concelebrada por Dom Jorge Pierozan, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Episcopal Santana, a qual pertence à Paróquia. Também concelebraram diversos sacerdotes, dentre os quais, o Padre Andrés Gustavo Marengo, Pároco da Paróquia Natividade do Senhor, de cujo território a nova paróquia foi desmembrada.

Apesar da pandemia, uma parte dos fiéis estava reunida na celebração, seguindo as medidas preventivas. Os demais membros da comunidade acompanharam a liturgia pelas mídias digitais.  

Após a leitura do decreto de criação da nova paróquia, que define seus limites geográficos, foi entronizada a imagem da padroeira. Esta é a primeira paróquia da Arquidiocese com o título da religiosa baiana canonizada em outubro de 2019, conhecida como “o Anjo bom da Bahia”.

TESTEMUNHAS DA HISTÓRIA

Na homilia, dom Odilo manifestou a alegria por presidir esse ato e recordou o tempo que era Bispo Auxiliar na Região Santana e acompanhou o início das comunidades que hoje constituem a nova Paróquia.

“Estamos fazendo história. Nós todos passaremos, a paróquia fica. Vocês, um dia, ainda não estarão aqui, mas paróquia que vocês ajudaram a edificar permanecerá para todos aqueles que virão depois de vocês” afirmou o Cardeal.

Em seguida, o arcebispo exortou os fiéis a respeito do significado da Paróquia. “A nossa Igreja Católica, Igreja de Cristo, é a comunidade daqueles que se reúnem e em torno de Jesus, que o amam que se deixam atrair por Ele. Somos o povo de Deus que vive na comunidade”, destacou.

Paróquia Santa Dulce dos Pobres é criada na Arquidiocese de São Paulo
Fiéis participam de missa na Paróquia Santa Dulce dos Pobres (Foto: Luciney Martins)

COMUNIDADE DOS DISCÍPULOS DE JESUS

Dom Odilo explicou que, para que essa comunidade seja concreta é preciso que se organize localmente, por meio das dioceses e arquidioceses. Dentro delas, estão as paróquias, constituídas das várias organizações e serviços.

“A paróquia é a comunidade dos discípulos de Jesus reunidos em nome dele, que se faz presente na Eucaristia e na Palavra de Deus, espinha dorsal dessa comunidade”, reforçou o Arcebispo, acrescentando que cada paróquia é parte da comunhão do Corpo de Cristo e não pode se fechar em si mesma.

ANUNCIAR E SERVIR

O Cardeal Scherer chamou a atenção para os três serviços importantes que devem existir em uma paróquia. O primeiro é a evangelização. “A paróquia é a comunidade que leva avante a missão de evangelizar. Aqui, não pode faltar anúncio da Palavra de Deus, a catequese e a formação cristã”, exortou.

O Arcebispo enfatizou, ainda, que na paróquia não devem faltar a Eucaristia e os demais sacramentos. “É Jesus que sempre de novo se entrega por nós e nos reúne em torno dele. Por isso, a paróquia é uma comunidade litúrgica e eucarística. Esta deve ser a comunidade onde se reza, onde se aprende a rezar e onde se ensina a rezar. Isso deve ser expresso quer quando estão reunidos, quer na vida privada de cada um de vocês”, lembrou.

O Cardeal Scherer também salientou que a paróquia é a comunidade pastoral, animada pelo Pároco, “aquele que, em nome de Jesus, é o pastor que convida e chama a comunidade a participar dos vários serviços, a exemplo do Bom Pastor”.

Paróquia Santa Dulce dos Pobres é criada na Arquidiocese de São Paulo
Igreja matriz da nova paróquia da Arquidiocese (Foto: Luciney Martins)

COMUNHÃO E UNIDADE

Por fim, o Arcebispo sublinhou que o espírito que deve reinar em uma paroquia é o do amor, da fraternidade e da unidade. Nesse sentido, ele recordou as palavras de São Paulo na segunda leitura da liturgia deste domingo, 27, na qual São Paulo exorta aos filipenses: “Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus”.

“A referência da paróquia e de todos os cristãos é Jesus, a quem devemos ter sempre diante dos olhos para inspirar nossas ações. Assim, edificaremos uma bela comunidade, verdadeira família de Deus, no amor, na unidade e na caridade”, completou Dom Odilo, recomendando, ainda, a seguirem o exemplo da nova padroeira.

 HISTÓRIA

A história da comunidade que deu origem à Paróquia Santa Dulce dos Pobres começou em 1993, quando as primeiras famílias ocuparam a área que depois se tornou o Jardim Felicidade, no entorno da Serra da Cantareira, próxima ao limite com os municípios de Guarulhos e Mairiporã. 

Em 1995, foi celebrada a primeira missa no terreno onde hoje se localiza a igreja matriz e, no ano seguinte, iniciou-se a construção da capela. Aos poucos, a comunidade eclesial tomou forma e se organizou com a ajuda de diversos padres da região.

Em 2011, foi criada Área Pastoral São José, tendo como sede a Comunidade São José e mais três comunidades do entorno. Em 2016, o Padre Antonio foi nomeado Vigário Paroquial da Paróquia Natividade do Senhor com a missão de acompanhar diretamente a Área Pastoral e estruturá-la para a elevação a paróquia.

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Dom Odilo saúda Padre Antonio Pedro (Foto: Luciney Martins)

A PADROEIRA

A princípio, os membros da comunidade desejavam que a nova Paróquia mantivesse o nome de São José. Porém, como são muitas as paróquias na Arquidiocese com esse título, inclusive no mesmo setor pastoral já havia uma, começou-se a busca por um novo patrono, até que o Cardeal Scherer propôs que a padroeira fosse Santa Dulce dos Pobres.

“Os fiéis gostaram muito da proposta, pois, além de ser uma santa brasileira e do Nordeste – aqui há muitos nordestinos –, Santa Dulce tem uma história de vida com a qual os nossos fiéis se identificam”, frisou o Padre em entrevista ao O SÃO PAULO.

GRATIDÃO

No fim da missa, Padre Antonio agradeceu a Dom Odilo pela confiança e destacou a consciência da responsabilidade dessa missão.

O Pároco também agradeceu a todos os paroquianos e benfeitores que se dedicaram ao longo dos anos na edificação da comunidade, alguns desses, já falecidos. “Trabalhamos muito e, hoje, celebramos com alegria este dia de ação de graças para a nossa comunidade, hoje paróquia”, afirmou.  

“Que Deus nos ajude para que, a exemplo de Santa Dulce, possamos no doar com o nosso testemunho de amor e anunciar com a nossa vida o Evangelho de Jesus Cristo neste bairro”, completou.

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