‘Que Deus nos dê um coração generoso, aberto para as necessidades dos irmãos’

‘Que Deus nos dê um coração generoso, aberto para as necessidades dos irmãos’
(Foto: Bruno Melo)

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu a missa nesta segunda-feira, 23, na capela de sua residência, transmitida pela rádio 9 de Julho e pelas mídias digitais da Arquidiocese.

Nesta data, a Igreja celebra a memória litúrgica de São Clemente I, que, depois de Pedro, foi o terceiro Papa a governar a Igreja de Roma, no fim do século I. Escreveu uma importante carta aos coríntios para restabelecer entre eles a paz e a concórdia. Segundo a tradição, ele foi martirizado, vítima das perseguições do Império Romano.

Dom Odilo destacou que assim como São Clemente, outros papas deram a vida por Jesus e confirmaram fé da Igreja que está edificada sobre Cristo e o testemunho dos apóstolos.

Outro santo recordado neste dia é São Columbano, abade irlandês que viveu no século VI, que teve importante papel na evangelização do centro da Europa. Tendo abraçado a vida monástica, partiu para a França, onde fundou muitos mosteiros que governou com austera disciplina. Obrigado a exilar-se, foi para a Itália, onde fundou o mosteiro de Bobbio. Após ter exercido tão intensa atividade para promover a vida cristã e religiosa do seu tempo, morreu no ano 615.

Oferta da viúva

Na homilia, o Cardeal meditou sobre o Evangelho do dia, que narra a cena da oferta da viúva no templo, que depositou suas únicas duas moedas. Jesus, observado o gesto, e afirmou: “Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos. Pois todos eles depositaram, como oferta feita a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, ofertou tudo quanto tinha para viver”.

O Arcebispo ressaltou que a oferta daquela mulher não significa apenas a entrega do dinheiro, mas a doação da própria vida. “Nas ofertas que fazemos, damos um pouco do que nos sobra ou oferecemos algo que signifique um sacrifício de nossa parte, em homenagem a Deus, para ajudar nas obras da caridade e da evangelização?”, refletiu Dom Odilo.

No entanto, o Cardeal enfatizou que Jesus não fixa sua observação nas moedas depositadas pela viúva, mas na doação de toda a vida a Deus. “É doar a nossa pessoa, a nossa disposição, liberdade, obediência para servir ao Senhor. É, portanto, o desapego de nós mesmos para podermos servir a Deus”, sublinhou.

Dom Odilo afirmou, ainda, que, na Encíclica Fratelii tutti, o Papa Francisco aponta para o ato de as pessoas saírem de si mesmas para enfrentar os problemas da humanidade, algo que está na essência do Evangelho. “Viver como cristãos é viver fraternalmente, na abertura ao próximo, não apenas na compreensão, mas na ajuda em suas necessidades e sofrimentos”, frisou o Arcebispo.

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