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Religiosas sequestradas em Moçambique são libertadas

Anúncio foi feito por Dom Luiz Fernando Lisboa, Bispo de Pemba, no início desta semana

Religiosas sequestradas em Moçambique são libertadas
Ataques de Jihadistas têm levado destruição à cidade de Mocímboa da Praia (Foto: ACN)

As duas irmãs da Congregação de São José de Chambery, desaparecidas desde o início de agosto após ataque feito por milícias jihadistas à cidade de Mocímboa da Praia, em Moçambique, foram libertadas no início desta semana. O anúncio foi feito por Dom Luiz Fernando Lisboa, Bispo de Pemba: “as irmãs estão sãs e salvas. As nossas Inês e Eliane, que trabalham na paróquia de Mocímboa da Praia, após 24 dias passados na prisão, voltaram para nós”.

Como noticiado anteriormente pelo O SÃO PAULO, a região norte de Moçambique, onde se encontra a província de Cabo Delgado, vem sofrendo desde 2017 ataques cada vez maiores de radicais islâmicos.

As duas religiosas brasileiras haviam sido sequestradas durante o ataque sem precedentes feito no dia 12 de agosto a Mocímboa da Praia. Aquela foi a primeira vez que os terroristas conseguiram, em confronto aberto, conquistar e manter um posto tão estratégico. As forças de ordem locais tiveram que se retirar e deixaram campo livre para os milicianos. Foi então que as irmãs foram sequestradas e levadas de sua comunidade. Por alguns dias, não se soube nada de seu paradeiro, embora autoridades nacionais e internacionais tenham se mobilizado para ter notícias e obter sua libertação. As tratativas, ao que parece, tiveram bom resultado.

A Congregação de São José de Chambery está em Mocímboa da Praia desde 2003. Nestes anos, criaram uma rede escolas maternas e centros sociais, contribuindo bastante para a alfabetização das crianças do lugar. Com a intensificação dos conflitos armados, porém, várias escolas foram fechadas e as atividades se concentraram principalmente na cidade.

A ação contra Mocímboa da Praia representou um avanço nos ataques desses terroristas, que tem aumentado substancialmente ao longo do tempo. No início dos ataques, em 2017, eles se moviam com scooters velhas e utilizavam armas rudimentares, como facões e lanças. Ultimamente, porém, estavam dotados de carros fora-de-estrada novos e armas automáticas. Alguns analistas pensam que essas milícias possam estar ligadas a organizações criminosas que desejam criar bases para o comércio internacional de drogas.

“Elevemos juntos um hino de agradecimento a Deus e continuemos a rezar por todos aqueles que estão ainda dispersos, deslocados e que sofrem as consequências da violência e da guerra. Peçamos a bênção de Deus para Cabo Delgado e que nos conceda o dom de uma paz verdadeira da qual temos tanta necessidade”, escreveu Dom Luiz.

Fonte: Agência Fides

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