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O cemitério criado em razão da gripe espanhola em São Paulo

O cemitério criado em razão da gripe espanhola em São Paulo
Ademilson Sales (administrador), Felipe (assistente administrativo) e José Oliveira (sepultador)

Localizado na Vila Leopoldina, na zona Oeste da capital paulista, o Cemitério Municipal da Lapa, popularmente conhecido como “Cemitério da Goiabeira”, foi construído às pressas, há 102 anos. Em 1918, a Prefeitura de São Paulo precisou abrir muitas valas comunitárias em um terreno no qual havia uma plantação de goiaba, a fim de sepultar o alto número de pessoas que faleceram, em um curto período de tempo, em razão da epidemia da gripe espanhola.

Conforme recordou o atual administrador do cemitério, Ademilson Sales, em conversa com a Pastoral da Comunicação da Região Lapa, a construção e organização da necrópole foi feita por Antonio Pereira Marques, que também fundou o semanário O Progresso, em 1º de setembro de 1918, e por meio deste abraçou a constituição do cemitério, sendo nomeado seu primeiro administrador.

Sales está no cargo há menos de dois anos, e tem a ajuda da diretora técnica do Departamento de Cemitério, Mônica Graciela Tobola, e do superintendente, Thiago Dias. O administrador apontou as dificuldades superadas, entre as quais a retirada de pessoas que residiam em túmulos vazios e o furto de lápides. Atualmente, a Guarda Civil Metropolitana monitora o local de dia e uma empresa de segurança faz esse trabalho à noite. Na área administrativa, trabalham Felipe Thiago Silva Oliveira e mais dois funcionários; e, na área operacional, nove sepultadores e cinco pessoas responsáveis pelos velórios.

Foram realizadas obras de conservação, como o recapeamento das ruas e calçadas e podas de árvores, e há constante limpeza dos velórios e dos sanitários. Sales participa das reuniões mensais do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da Lapa, apresentando relatórios dos atos no cemitério, e afirma ter o apoio do subprefeito da Lapa, Leonardo Casal Santos.

O administrador salientou que, após 102 anos de existência, o cemitério enfrenta novamente uma epidemia, a do novo coronavírus. No entanto, isso não mudou o número de sepultamentos: a média semanal é de 15 a 30, sendo que, de quatro a seis desses são vítimas da COVID-19.

Para finalizar, Ademilson Sales destacou que, no Dia de Finados, 2 de novembro, e nos dias próximos, cerca de 5 mil pessoas visitam o cemitério.

Texto: Benigno Naveira / COLABORADOR DE COMUNICAÇÃO DA REGIÃO

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