Um mutirão de solidariedade no Arsenal da Esperança

Um mutirão de solidariedade no Arsenal da Esperança

O Arsenal da Esperança, instituição fundada há 55 anos e que, no Brasil, acolhe diariamente 1,2 mil homens em situação de rua, arrecada, todos os anos, itens para distribuir aos acolhidos da casa por ocasião do Natal.

Com a Campanha de Natal, os 700 acolhidos que lá se encontram atualmente, número reduzido devido à pandemia de COVID-19, e os demais (pessoas que nem sempre dormem no local, mas que sempre buscam ajuda na casa, sobretudo nesta época do ano) receberão um kit que será composto de camiseta, chinelo, meias e cueca. “O objetivo é dar um presente que seja de uso pessoal e que seja útil ao longo do tempo”, explicou, em entrevista à reportagem, o Padre Lorenzo Nacheli, sacerdote da Fraternidade da Esperança, responsável pelo Arsenal.

Nelson Juliatto Filho, 39, é voluntário no bazar há cerca de três anos. Ele promoveu uma campanha de arrecadação para o Natal na empresa em que trabalha, RDC Férias, uma operadora de turismo com sede em São Caetano do Sul (SP), que tem cerca de 300 funcionários.

“No ano passado, fizemos uma arrecadação de forma espontânea, mas este ano a empresa fez uma campanha chamada Natal Solidário, em que os funcionários foram convidados a doar um ou mais itens para o kit que será entregue no Arsenal. O Departamento de Recursos Humanos me convidou para participar da organização. Além disso, a empresa doou sete caixas de carnes natalinas para a ceia”, explicou Juliatto Filho.

A retirada das doações foi feita no sábado, 12, bem como a entrega no Arsenal. “Eu fiquei muito feliz em participar da Campanha, porque poucas pessoas conhecem o Arsenal da Esperança. Eu não esperava, também, a adesão [dos demais funcionários], que foi muito significativa. Além disso, foi uma experiência compartilhada, com a participação de pessoas de diferentes setores”, disse.

Juliatto Filho salientou que, no Arsenal, os voluntários têm grande responsabilidade e ajudam a manter a casa aberta 24 horas por dia: “Tanto os voluntários quanto os acolhidos, bem como os membros da Fraternidade da Esperança e até mesmo os estudantes que visitam a casa, compartilham dessa responsabilidade, e cada pessoa que entra recebe esse convite de se colocar à disposição para que Deus possa agir”.

No bazar, os acolhidos têm a oportunidade de comprar roupas de diferentes tipos, itens de higiene e até mesmo alimentos. Além disso, se não tiverem dinheiro, podem pagar com materiais reciclados. Os homens que são hospedados no Arsenal podem, ainda, trabalhar na própria instituição, em setores como limpeza, manutenção, padaria ou em outras áreas. Com o dinheiro recebido, muitos deles adquirem itens no bazar, que funciona de segunda a sexta-feira, das 15h às 19h, e aos sábados e domingos, das 14h às 19h.

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