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Basílica de São Pedro será reaberta na próxima segunda-feira

Basílica de São Pedro será reaberta na próxima segunda-feira
Interior da Basílica de São Pedro é higienizado para voltar a receber o público a partir do dia 18 (Foto: Vatican Media)

O Vaticano se prepara para reabrir a Basílica de São Pedro para o público na próxima segunda-feira, 18. Nesta sexta-feira, 15, foram divulgadas pela Santa Sé imagens dos trabalhos de higienização e desinfecção do interior do templo de 23 mil metros quadrados.

A basílica estava fechada há dois meses, devido às medidas de isolamento social para conter o avanço da pandemia de COVID-19. Nesse período, tanto na Cidade-estado do Vaticano como em todo o território Italiano, as missas com a participação de fiéis estavam suspensas.

A reabertura faz parte das medidas de retomada gradual da circulação de pessoas na Itália. Além das igrejas, também os cabeleireiros, centros de estética, restaurantes e bares se prepararam para reabrir semana que vem, seguindo medidas preventivas.

Também as três outras basílicas pontifícias de Santa Maria Maior, São João de Latrão e São Paulo Extramuros serão reabertas, limitando a 200 pessoas o número de participantes das liturgias.

MISSA DO PAPA

A primeira missa celebrada na Basílica Vaticana após a reabertura será presidida pelo Papa Francisco, na segunda-feira, no altar onde está sepultado São João Paulo II, cujo centenário de nascimento será comemorado nesta data.

A celebração será transmitida pelas plataformas digitais do Vaticano, concluindo, assim, o ciclo de transmissões das missas diárias do Pontífice desde o início da quarentena.

Basílica de São Pedro será reaberta na próxima segunda-feira
Higienização do altar de São João Paulo II, onde o Papa Francisco celebrará a segunda-feira, 18 (Foto: Vatican Media)

ACORDO

No dia 7, o governo italiano e a Conferência Episcopal Italiana (CEI) assinaram um protocolo que permite a retomada das celebrações públicas nas igrejas do país a partir do dia 18, seguindo uma séries de medidas preventivas.

O acordo define medidas que devem ser observadas para o acesso às igrejas e a celebração das missas e a preservação da saúde das pessoas. A Igreja se comprometeu a contribuir no processo, observando as orientações concordadas referentes à higienização dos lugares de culto e dos objetos; à atenção dada durante as celebrações litúrgicas e nos Sacramentos; e à comunicação para repassar aos fiéis.

PRECAUÇÕES

O protocolo detalha como deve ocorrer acesso às igrejas de modo organizado e contingenciado com a ajuda de voluntários, e permitida a presença de fiéis somente usando máscaras e respeitando as distâncias de segurança por “ao menos um metro lateral e frontal”. Quem apresentar sintomas respiratórios ou de gripe, febre, ou tiver entrado em contato com pessoas infectadas com a COVID-19, está proibido de participar das celebrações.

Tanto os acessos de entrada e de saída de pessoas deverão ser distintos, e o local de culto deverá prever lugares especiais para deficientes. Os ambientes ainda devem ser higienizados ao final de cada cerimônia, bem como todos os objetos utilizados.

LITURGIA

Por razões de segurança sanitária, será reduzida ao mínimo a presença de concelebrantes e ministros. Não será permitida a participação do coro, mas é prevista a possibilidade da presença de um músico para tocar o órgão. Além disso, saudação de paz deve ser omitida e, para os ritos da Comunhão, o celebrante deve higienizar as mãos, usar luvas e máscara, e não entrar em contato com as mãos dos fiéis.

As regras valem para todos os tipos de celebração, além da Eucaristia, e devem estar visíveis na entrada das igrejas, esclarecendo ainda sobre o número de fiéis permitidos em base à capacidade do local.

Para coleta das ofertas, não será permitido passar com a cesta por entre os bancos.

O protocolo também orienta que o Sacramento da Confissão deve acontecer somente em lugares amplos e arejados. Onde as condições locais não se enquadrarem a essas regras, pode ser avaliada a possibilidade de celebrações ao ar livre.

‘FASE 2’

Primeiro país a decretar a quarentena nacional, a Itália começou a flexibilização do chamado lockdown na segunda-feira, 4, após mais de dois meses.

A “Fase 2” do isolamento social, a medida prevê a liberação gradual das restrições à circulação de pessoas e a retomada da atividade econômica. Ao todo, mais de 4,5 milhões de pessoas poderão voltar ao trabalho.

A Itália é o terceiro país no mundo com maior número de mortos, 31.368 em mais de 223.000 infectados.

No Estado do Vaticano registaram-se até o momento 12 casos de coronavírus. No fim de fevereiro, surgiram rumores quanto ao estado de saúde do Papa, que chegou a cancelar algumas atividades de sua agenda pública devido a uma indisposição. No entanto, a Sala de Imprensa da Santa Sé informou que o Pontífice se recuperava de um resfriado, chegando a ser submetido, por precaução, ao teste de COVID-19, cujo resultado foi negativo.

(Com informações de Vatican News e La Stampa)

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