Dor pelas queimadas no Pantanal

“Desejo expressar minha proximidade às populações atingidas por incêndios que estão devastando tantas regiões do planeta”, disse o Papa Francisco, após a oração do Angelus do domingo, 11. Entre as situações que ele mencionou está a do Pantanal, que constitui a maior área úmida do mundo.

Pelo menos 26% do Pantanal foram queimados neste ano, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o que constitui um recorde. Se não houver mais destruição, a floresta precisará de ao menos cinco anos para se recompor, mas grande parte da biodiversidade foi perdida.

“Muitos incêndios têm origem na persistente seca, mas não faltam aqueles causados pelo homem. O Senhor apoie os que estão sofrendo as consequências dessas catástrofes e nos faça atentos para preservar a criação”, declarou, manifestando seu apoio aos voluntários no combate ao fogo.

Tanto no Pantanal quanto na Amazônia brasileira, a origem do fogo é quase sempre a ação humana, e as chamas se espalham mais neste ano, com o clima mais seco do que o normal e ventos acima do esperado para o período.

“Penso na costa ocidental dos Estados Unidos, particularmente a Califórnia, penso também nas regiões centrais da América do Sul, na zona do Pantanal, no Paraguai, nas costas do rio Paraná, na Argentina”, listou o Papa. Este mesmo apelo foi destacado na primeira página do jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, da segunda-feira, 12.

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