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‘O Senhor ama o seu povo e nos enviou João Paulo II’, diz Francisco

Ao celebrar os cem anos do nascimento de Karol Józef Wojtyła, nome de batismo do Papa João Paulo II, reconhecido como santo pela Igreja, o Papa Francisco parafraseou o Salmo 149, que diz: “O Senhor ama o seu povo”.


“Hoje, podemos dizer que, cem anos atrás, o Senhor visitou o seu povo, nos enviou um homem e o preparou para ser bispo e guiar a Igreja”, disse, na missa da segunda-feira, 18, no túmulo de São João Paulo II.


“O Senhor ama o seu povo, o Senhor visitou o seu povo, e nos enviou um pastor”, associou. Foi o próprio Francisco o Pontífice que canonizou o santo polonês, em 27 de abril de 2014, após o reconhecimento de um segundo milagre, realizado por meio de sua intercessão.


O Papa Francisco refletiu sobre a figura do Bom Pastor e remeteu ao seu predecessor, que governou a Igreja por mais de 26 anos, entre 1978 e 2005. Entre os traços principais de João Paulo II, Francisco destaca três: a oração, a proximidade do povo e o amor à justiça.

UM BISPO QUE REZAVA
“São João Paulo II era um homem de Deus porque rezava. Rezava muito”, comentou Francisco, explicando que, mesmo com tantos afazeres, ele tinha tempo para rezar, pois “sabia que esse é o primeiro dever de um bispo”, além do anúncio da Palavra, conforme diz São Pedro, nos Atos dos Apóstolos.

PROXIMIDADE DO POVO
Nas palavras de Francisco, uma das principais características do Papa João Paulo II era seu carisma e proximidade do povo de Deus. “Ele rodou o mundo inteiro, encontrando o seu povo, buscando o seu povo, fazendo-se próximo”, recordou. “E a proximidade é um dos traços de Deus para com o seu povo.”


Assim como Jesus, que ia ao encontro do povo, também deve ir o pastor. “São João Paulo II nos deu o exemplo dessa proximidade: próximo aos grandes e aos pequenos, aos que estão perto e aos que estão longe, sempre próximo, se fazia próximo”, refletiu Francisco.

AMOR À JUSTIÇA
A terceira característica destacada pelo Pontífice na figura de São João Paulo II foi seu constante esforço para pacificar o mundo. “Era um homem que queria justiça, a justiça social, a justiça dos povos, a justiça que afasta as guerras”, afirmou. “Uma justiça plena. Por isso, ele era homem da misericórdia, porque a justiça e a misericórdia vão juntas, não podem se separar.”


A referência é a devoção à divina misericórdia, difundida no pontificado de São João Paulo II, especialmente por meio da criação do “Domingo da Misericórdia”, o segundo da Páscoa, e da publicação dos escritos de Santa Faustina Kowalska.


Em sintonia, o Papa Francisco instituiu a memória litúrgica de Santa Faustina, permitindo que ela possa ser celebrada em todo o mundo, opcionalmente, no dia 5 de outubro.

Por meio da figura de São João Paulo II, o Papa Francisco rezou por todos os pastores da Igreja, para que possam se espelhar nessas três características principais.

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