Dom Ângelo Mezzari preside missa nos 80 anos da Paróquia São Francisco de Assis

Moacir Beggo

A Paróquia São Francisco de Assis, na Vila Clementino, completou 80 anos de história, em uma missa em ação de graças, celebrada na manhã do domingo, 27, presidida por Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ.

“Sabemos que o presente e o futuro dependem da nossa história de vida, da história respeitada, da história amada. Temos que preservar essa memória para que as futuras gerações possam conhecer mais profundamente essa força da fé, essa força da Igreja, esse testemunho de vivência da sociedade, do que era e do que hoje é, e do que continuará nesta Paróquia construída com amor”, disse o Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga, no começo da missa.

O Pároco, Frei Valdecir Schwambach, fez a acolhida e falou da alegria pela presença de Dom Ângelo e dos concelebrantes: Padres Samuel A. Cruz, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Moema; e Paulo Suess, da Paróquia Santa Rita de Cássia, de Mirandópolis; Frei Marx Rodrigues dos Reis, da Paróquia Santo Antônio, do Pari; e dos frades da Fraternidade da Vila – Frei Raimundo de Oliveira Castro, Frei Robson Scudela e Frei Carlos Lúcio Nunes Corrêa.

História

Oitenta anos atrás, a Vila Clementino não tinha a fama que hoje a coloca no topo da lista entre as regiões mais buscadas para se morar. Ficava em uma área de periferia, em meio ao mato e a riachos, como o antigo córrego Itororó, que foi canalizado para receber a Avenida Rubem Berta (Avenida 23 de Maio), inaugurada em 25 de janeiro de 1969.

Nessa vila, distante do centro, um grande empreendimento foi inaugurado em 1940: o Hospital São Paulo. Às suas atividades se juntou a assistência espiritual dos frades do Convento São Francisco, da região central da cidade. Eles vinham diariamente, como conta a história, de bonde ou de ônibus, para atender os doentes do novo hospital.

Essa assistência dos frades começou a mudar quando, por decisão de Dom José Gaspar da Fonseca e Silva, então Arcebispo Metropolitano, foi criada a Paróquia São Francisco de Assis, tendo como limites as Ruas Sena Madureira, Napoleão de Barros, Luís Góis, Indianópolis, França Pinto e Tangará. O terreno escolhido ficava na Rua Borges Lagoa. Um prédio particular da Família Cruz foi transformado em igreja provisória, inaugurada em 29 de junho de 1941, na Solenidade de São Pedro e São Paulo.

Graças à doação de uma casa com três salas pelo senhor Abílio de Araújo Vieira, os frades puderam organizar as atividades paroquiais. A Residência Franciscana foi, então, oficialmente erigida no dia 24 de agosto de 1942, sendo Frei Honório Nacke o primeiro guardião. “Convento simples, sem móveis nem cozinha, início alegre e cheio de esperança”, como registrou o livro tombo da Paróquia.

“A história de nossa Paróquia, como tudo que é incipiente, vai evoluindo aos poucos. Cremos que ao celebrar estes 80 anos, muito mais do que visitar um passado, precisamos, sim, olhar com gratidão para os confrades que nos antecederam ao longo de tantas décadas, mas olhar com carinho e gratidão muito especiais a todos os paroquianos que ajudaram a construir a rica e bela história desta comunidade”, avalia Frei Valdecir.

Segundo ele, este momento jubilar também será celebrado em outubro, junto com as festividades do padroeiro. “Cremos e esperamos que até lá estejamos vivendo um momento mais tranquilo nesta pandemia, que mudou o ritmo de vida das pessoas e das instituições. Achamos por bem não celebrar agora, mas fazer uma grande comemoração nas festividades de São Francisco de Assis”, adianta o Pároco.

(Moacir Beggo – Colaboração especial para a Região)

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