SP tem queda de mais de 23% de mortes por COVID-19 após 2 meses em alta

Internações e casos positivos de coronavírus também tiveram sucessivas reduções semanais desde o final de março

Governo do Estado de SP

O Governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira, 23, uma queda de 23,6% no número de mortes por COVID-19 no estado, após oito semanas consecutivas com indicadores em ascensão. A Secretaria de Saúde do Estado também confirmou que os números de internações e de casos confirmados de coronavírus vêm caindo semanalmente desde março. Atualmente, a média diária das mortes em decorrência de casos graves da COVID-19 é de 621 nesta semana epidemiológica, contra 813 no período anterior.

Desde meados de fevereiro, o número de mortes apontava crescimento semanal, com médias que saltavam em mais de cem óbitos a cada nova semana. Patamares abaixo dessa média começaram a ser constatados a partir da segunda quinzena de março, simultaneamente ao período de vigência da Fase Emergencial do Plano São Paulo.

OS NÚMEROS

A média de casos também caiu desde a última semana, em 14,3%, passando de 14.921 para 12.784 infectados. O auge de casos foi verificado três semanas atrás, com 16.453 casos na semana epidemiológica verificada entre os dias 4 e 10 de abril.

Já as internações tiveram declínio de 4,5%, baixando de 2.411 para 2.303 nestas duas últimas semanas. Neste caso, a tendência de queda é sustentada desde a última semana de março, que chegou a atingir 3.381 hospitalizações por COVID-19.

“Esses dados nos trazem alento, esperança e reforçam que as medidas tomadas pelo Plano São Paulo, fazendo o faseamento vermelho, passando para uma fase mais restritiva – a Fase Emergencial – e agora a Fase de Transição mostram a responsabilidade que o Governo do Estado tem com a saúde e a proteção da vida, assim como a vacinação que vem acontecendo de forma progressiva”, reforçou o Secretário de Saúde Jean Gorinchteyn, em coletiva de imprensa.

REPASSE AOS MUNICÍPIOS

O Vice-Governador Rodrigo Garcia anunciou o repasse de R$ 33,3 milhões do Governo do Estado para as Prefeituras de São Paulo visando auxiliar em ações de vacinação. “O Governo de São Paulo vai apoiar a vacinação dos municípios do Estado com a destinação de R$ 33,3 milhões, que serão aplicados na compra de insumos e no pagamento das equipes de atendimento de vacinação”, afirmou o Vice-Governador.

Neste momento, os postos de saúde estão imunizando a população contra a COVID-19 e também contra a gripe, com campanhas simultâneas. Assim, o novo recurso visa auxiliar os municípios a adquirir insumos e reforçar as equipes que atuam no atendimento da população.

O valor foi pactuado entre o Governo de São Paulo e os secretários de saúde municipais. “A vacinação da COVID-19 começou dia 17 de janeiro e os municípios, em nenhum momento, pararam de vacinar. Hoje temos uma concomitância, estamos fazendo a vacinação contra a COVID-19 e começamos a vacinação da influenza, o que requer dessas equipes um trabalho ainda maior”, disse Regiane de Paula, Coordenadora Geral do Programa Estadual de Imunização.

ESTUDOS CLÍNICOS DA BUTANVAC

Na coletiva desta sexta-feira, o governo também anunciou que o Instituto Butantan encaminhou à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o protocolo final para início dos estudos clínicos da Butanvac, primeira vacina brasileira contra o novo coronavírus a ser produzida sem necessidade de importação de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo).

Os testes de fase 1 e 2 com o imunizante em humanos irão começar imediatamente após a autorização por parte do órgão regulador.

“Esperamos ter até o mês de junho, ou julho, pelo menos 40 milhões de doses dessa vacina que estará aguardando o resultado do estudo clínico. Submetemos hoje e aguardamos agora o parecer da Anvisa. Esperamos que isso ocorra dentro do mais curto espaço de tempo possível, dada a urgência do momento”, destacou o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Os estudos deverão começar com 1,8 mil voluntários. Já a fase 3, com maior escala de participantes, deverá incluir 9 mil pessoas.

TESTES EM HUMANOS

Os estudos da ButanVac deverão ser conduzidos em um processo muito rápido, a partir de comparativo de respostas vacinais em relação a ensaios clínicos já realizados. Por isso o Butantan espera ter em breve a autorização para os testes.

Os ensaios clínicos da nova vacina deverão durar cerca de 20 semanas. Serão feitos com voluntários adultos a partir dos 18 anos de idade. Tanto quem já tomou a vacina quanto quem já teve COVID-19 poderá ser incluído nos testes.

Em 26 de março, o Butantan encaminhou para a Anvisa o Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento, contendo informações sobre a nova vacina. Desde então, técnicos do instituto e do órgão regulador têm mantido estreito contato.

Segundo Dimas Covas, os resultados dos testes pré-clínicos realizados com animais se mostraram promissores, o que permite evoluir para estudos clínicos em humanos.

(Com informações de Governo do Estado de SP)

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