
O Brasil concluiu, em 30 de dezembro, um dos mais importantes processos de modernização de sua história na comunicação: o desligamento total do sinal analógico de televisão. Com a medida, o país finaliza a migração para o sinal digital, encerrando uma transição iniciada há quase duas décadas e abrindo caminho para a implantação da TV 3.0, novo padrão tecnológico da televisão aberta.
Presente nos lares brasileiros há mais de 75 anos, o sistema analógico foi, por décadas, o principal meio de acesso à informação, educação, cultura e entretenimento. Desde a inauguração da TV Tupi, em São Paulo, em 1950, a televisão exerceu papel central na formação social e cultural do país. O fim definitivo desse modelo marca um momento simbólico na história da radiodifusão nacional.
TRANSIÇÃO PLANEJADA
Segundo o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Wilson Diniz Wellisch, a longa duração da transição levou em conta fatores técnicos, econômicos, sociais e regionais. “Procuramos garantir que ninguém saísse prejudicado. A TV foi e continua sendo o principal meio de comunicação do brasileiro, e a intenção sempre foi assegurar uma migração tranquila, sem deixar regiões desassistidas”, afirmou.
O processo incluiu um adiamento específico para o Rio Grande do Sul, onde o desligamento ocorreu apenas no penúltimo dia de 2025. A prorrogação, anunciada em junho, atendeu 74 municípios afetados por eventos climáticos extremos registrados em abril e maio de 2024.
Com o fim do sinal analógico, o país passa a se preparar para a TV 3.0, que promete transformar a experiência do telespectador. O novo padrão integrará televisão e internet, com sistemas interativos, melhor qualidade de som e imagem, maior acessibilidade e conteúdos personalizados. A implantação será gradual, e o sinal digital continuará disponível, funcionando de forma simultânea ao novo sistema.
“A TV 3.0 não é apenas uma nova televisão, é um novo conceito: mais conectada, inteligente e imersiva, colocando o telespectador no centro da experiência”, destacou o secretário.
(Fonte: Ministério das Comunicações)





