Adorar ao Deus único

No capítulo 6 do livro do Deuteronômio, os versículos de  2  a  6  formam  o  núcleo  basilar  e insubstituível da teologia deste livro do Pentateuco inteiro: o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! E por isso devemos amá-Lo de todo o coração, de toda a nossa alma e com todas as forças. Nossa vida – vivida de forma única – deve ser expressão de amor e adoração a esse único Deus. Na caminhada terrena, não haverá outra oportunidade. Deus ama quem se esforça para viver no campo das boas virtudes cristãs; aqueles que produzem concórdia, esperança e amor, sejam pobres, ricos, sonhadores, ingênuos, sensíveis, sofridos, vencedores ou que se arrastam pela vida. É fácil entender: se você decide empenhar algum esforço para a felicidade de alguém, o próprio Deus se encarregará da felicidade sua. 

Nascemos para doar a vida. Mesmo que doa! Só é capaz de doar a vida quem não a vive “mais ou menos”, quem não passa os dias na mornidão e insipidez. Lembrei-me de uma historinha que ouvi em sala de aula. É uma fábula que está no livro “A Quinta Disciplina”, de Peter Michael Senge, considerado pela Harvard Business Review um dos livros  de  administração mais influentes  dos  últimos 70 anos. Alguns chamam de “A fábula do sapo na panela” e outros de “A síndrome do sapo fervido”. “O professor perguntou: ‘O sapo morre quando jogado numa panela com água morna ou com água fervendo?’. Um aluno respondeu: ‘Na água fervendo!’. O professor retrucou: ‘Não! Ele morre na água morna. O que acontece é que ele fica ali, quieto, acomodado, e morre cozido. Na água quente, ele pula rapidinho para fora. Sai escaldado, queimado, quase ebuliente… mas vivo!’”.

Na vida dos cristãos que desejam levar a sério seu Batismo, algumas crises chegam para que mudanças  sejam  efetivadas.  Senão,  há  o  risco  de  morrermos  no  comodismo.  A fábula  nos faz refletir sobre os estragos da pandemia, mas também sobre as mudanças que se fizeram necessárias e sobre as portas que se abriram. Serve para nossa meditação pessoal: como estou conduzindo minha vida? Algumas vezes, pensamos que está tudo tão acertado, tão no lugar, que nem percebemos o tempo passar e a vida terrena segue sua marcha inexorável em direção ao fim. Caríssimos, enquanto caminhamos, é bom irmos ajustando a bússola no rumo do Reino de Deus. E alvejando as vestes no sangue do Cordeiro! Buscando viver uma vida santa.

Nossa fé católica deve ser vivida intensamente: agora ou nunca! Ela não combina com o que alguns desejam exaltar nos dias de hoje: o dia das bruxas! No próximo fim de semana, nossa Liturgia irá celebrar a Solenidade de Todos os Santos, uma festa do nosso destino e da nossa vocação. “Recuperemos” os santos, puxemos para perto, a fim de que se tornem mestres. A eternidade já começou; sejamos santos! Que as famílias se inspirem na vida dos Santos e vivenciem a harmonia, a paz, a transmissão dos valores cristãos. Bendigamos o Senhor por nos ter revelado uma de suas características mais belas: o desejo de que sejamos santos como Ele é santo; assim, não estaremos longe do Reino de Deus.

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