59ª AG: 1ª Coletiva de imprensa destaca o tema central da assembleia da CNBB

‘Papel das DGAE é o de inspirar a ação pastoral das Igrejas Particulares e da CNBB’, destacou Dom José Altevir

59ª AG: 1ª Coletiva de imprensa destaca o tema central da assembleia da CNBB, Jornal O São Paulo
Foto: Ascom 59 AG CNBB

O tema central da 59ª Assembleia Geral da CNBB “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão” foi a pauta principal da primeira Coletiva de Imprensa da AG CNBB na tarde da segunda-feira, 29 de agosto, em Aparecida (SP). O momento foi conduzido pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB e bispo auxiliar de Belo Horizonte, Dom Joaquim Giovani Mol, e contou com a participação dos membros da Comissão do Tema Central da 59ª AG CNBB, o Arcebispo de Santa Maria (RS), Dom Leomar Brustolin, e o Bispo de Tefé (AM), Dom José Altevir da Silva.

A temática refletida por este grupo propõe à Igreja do Brasil um olhar mais amplo para a sua ação sugerindo um processo diferente para a construção das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) que se iniciou neste ano e se estenderá até 2024, em um processo de escuta, discernimento e ação.

Dom José Altevir explicou que o papel das DGAE é o de inspirar a ação pastoral da Igreja no Brasil, além de guiar a CNBB e as Igrejas Particulares por todo o país. “É preciso transformar as DGAE em projetos pastorais concretos, através de uma recepção criativa; leitura e estudo pessoal e em grupo; realização de assembleias e encontros para diálogo e troca de opiniões; e avaliação da caminhada pastoral”, aponta o Prelado.

TEMA CENTRAL E OS DESAFIOS DA IGREJA

O tema central de uma Assembleia Geral da CNBB é tradicionalmente algo que expressa uma resposta aos desafios que a Igreja está vivendo. Conforme Dom Altevir, o tema desta 59ª Assembleia Geral é composto por uma série de elementos fundamentais, que são a sinodalidade, a comunhão e a missão. Para ele, o tema é também um desafio para compreender a profundidade das Comunidades Eclesiais Missionárias: “A Igreja é por natureza missionária e é fundamental que tomemos consciência disso”, alertou Dom José Altevir.

As Comunidades Eclesiais Missionárias (CEM) precisam ser embaixadoras da misericórdia de Deus neste mundo, como sal e luz, defendeu o membro da Comissão do Tema Central da 59ª AG CNBB. “As CEM são pequenas comunidades onde se oferece um referencial concreto para a conversão pastoral: lugar de vivência da comunhão e da solidariedade, onde há ambiente e meios para a Iniciação à Vida Cristã e para uma formação cristã sólida, integral e permanente, a fim de propiciar um crescimento espiritual e uma fé autêntica”, destaca.

O tema central desta 59ª Assembleia Geral – “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão” – ainda será trabalhado na plenária da terça-feira, 30, com os quase 300 bispos participantes, aprofundando o conceito e a prática das Comunidades Eclesiais Missionárias e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora.

ABERTURA DOS TRABALHOS

59ª AG: 1ª Coletiva de imprensa destaca o tema central da assembleia da CNBB, Jornal O São Paulo

O episcopado brasileiro está reunido desde a noite do domingo, 28 de agosto, no Santuário Nacional, em Aparecida (SP), para a realização da 59ª Assembleia Geral (AG), que será concluída na sexta-feira, 2 de setembro.

A etapa presencial do encontro, teve seu início com a celebração da Santa Missa no altar central da Basílica. Na manhã da segunda-feira, 29, os trabalhos da AG ocorreram no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida.

Na cerimônia de abertura, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte (BH) e Presidente da CNBB, ressaltou que os 292 bispos unidos em Assembleia para a reflexão e oração confirmam a vocação da Igreja de anunciar o Reino de Deus no coração do mundo.

Os 70 anos da CNBB, comemorados em 2022 e celebrados também durante os dias da AG, foram destacados por Dom Walmor que, ao fazer memória das sete décadas da Conferência Episcopal, lembrou de “figuras ilustres”, os cristãos leigas e leigas, religiosos e religiosas, padres assessores e bispos que se dedicaram na construção da história: “os que nos precederam e que já partiram deste mundo, e os que continuam conosco, nos introduziram na experiência sinodal”, afirmou.

O Presidente da CNBB lembrou que a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e caribenho, realizada há 15 anos, em Aparecida, também lança luzes às atividades da AG. “O texto final da Conferência de Aparecida, como é conhecida, fecunda os caminhos de nossa Igreja de modo bonito e promissor”, disse.

ANÁLISE DA CONJUNTURA ECLESIAL

Pela manhã, as atividades da AG contaram ainda com uma análise da conjuntura eclesial. Apresentada pelos Padres Geraldo De Mori e Danilo Pinto, do Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi (INAPAZ), a reflexão evidenciou o cenário interno e externo da Igreja no viés do pentecostalismo e da evangelização.

A atual ação dos pentecostais no processo de urbanização e também na atração do mundo juvenil e o empoderamento das mulheres foram refletidos pelos bispos.

O imaginário simbólico religioso do povo brasileiro, mesmo diante do processo de secularização, foi analisado como oportunidade para que a Igreja possa continuar sua ação evangelizadora na vida da sociedade. “Que possamos exercer e viver essa Igreja que saiba escutar e discernir os sinais dos tempos de modo sinodal e missionário”, destacou o padre De Mori. Também o uso tecnológico para a evangelização foi apresentado aos bispos como um desafio e, ao mesmo tempo, como grande oportunidade para o anúncio de Jesus Cristo.

A valorização dos leigos e leigas e a presença feminina no trabalho pastoral também foram citados pelos sacerdotes como caminhos na busca “de uma formação comum que atinja o fiel frente aos discursos fundamentalistas”, disse. A formação ética e crítica enquanto presença católica na mídia também integraram as reflexões do episcopado na manhã de hoje.

Fonte: CNBB

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