Arquidiocese de São Paulo se une ao Encontro Mundial das Famílias

Cardeal Scherer presidiu uma das missas em comunhão a abertura do evento realizado em Roma

Arquidiocese de São Paulo se une ao Encontro Mundial das Famílias, Jornal O São Paulo
Foto: Região Santana

Atendendo ao convite do Papa Francisco, a Arquidiocese de São Paulo está em comunhão com o X Encontro Mundial das Famílias, aberto na quarta-feira, 22, em Roma. Nessa mesma data, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, presidiu na Paróquia Nossa Senhora da Candelária, na Vila Maria, uma das missas celebradas nas regiões episcopais, que reuniu membros das pastorais, movimentos e associações que realizam apostolados voltados para as famílias.

A missa foi concelebrada por Dom Jorge Pierozan, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Episcopal Santana, e padres essa mesma região. Antes da missa, houve a oração do Terço luminoso nas escadarias da igreja.

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Ideal da família cristã

A homilia, Dom Odilo ressaltou que o Encontro Mundial das famílias, iniciativa criada por São João Paulo II é uma ocasião de chamar a atenção de toda a sociedade para o valor da família. “Nesse evento, é bonito ver pessoas de diferentes países e culturas e perceber que todas elas buscam viver o ideal da família cristã”, afirmou.

Este ano, em particular, o Papa Francisco desejou que o encontro não acontecesse em um único local, mas que fosse “multicêntrico”, envolvendo todas as dioceses, com suas paróquias, comunidades e organizações, para refletirem juntos sobre a mesma temática abordada na Cidade Eterna.

O Cardeal Scherer recordou que o Encontro Mundial das Famílias está conectado ao caminho percorrido pelas suas assembleias do Sínodo dos Bispos sobre a família, em 2014 e 2015, quando o Santo Padre convidou a Igreja a refletir sobre os desafios e a sobre a vocação das famílias no mundo contemporâneo.

Alegria do amor

Como fruto desse processo, Francisco escreveu a exortação apostólica pós-sinodal Amoris laetitia, sobre a alegria do amor no matrimônio e na família. “Nesse documento, o Papa se dedicou também à realidade das famílias feridas, que passam por dificuldades e que também  são chamadas a buscar, segundo suas possibilidades, a vontade de Deus”, sublinhou o Arcebispo.

Dom Odilo destacou, ainda, que o Pontífice insiste que a família precisa começar bem, com uma boa preparação, algo já enfatizado por seus predecessores, em especial São João Paulo II, na exortação apostólica Familiaris Consortio.

Preparação para o Matrimônio

Nesse sentido, o Papa fala de um “catecumenato” para o Matrimônio, comparando esse período ao processo de preparação de pessoas adultas para os sacramentos da iniciação cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma). “Esse caminho poderia começar com preparação remota, já na adolescência, valorizando as famílias, refletindo sobre a vocação familiar. Em seguida, a preparação próxima, por meio do namoro e o noivado... Já o terceiro momento é o acompanhamento ao longo da vida familiar, especialmente nos primeiros anos de Matrimônio, para haver perseverança”, destalhou o Cardeal.

Reforçando haver muito para ser feito pastoralmente pelas famílias, o Arcebispo encorajou os grupos a organizações pastorais a continuarem a missão de ajudar as pessoas a descobrirem ou reencontrarem a alegria do Matrimônio e da Família.

Transmissão da fé

Por fim, Dom Odilo exortou as famílias católicas a transmitirem a fé aos seus filhos, recordando que o levantamento da realidade religiosa e pastoral das paróquias feito por ocasião do sínodo arquidiocesano, revelou que grande parte das crianças que nascem em lares católicos não são batizadas e, consequentemente, não fazem a primeira Comunhão e a Crisma.

“Existe a ideia de que ‘quando os filhos crescerem irão se decidir’. Mas se não tiverem exemplo de vida cristã em casa dificilmente vão decidir pela fé cristã. É preciso testemunhar as fé e os valores do Evangelho desde cedo, pois, a família é a base da sociedade e a célula básica da Igreja”, concluiu.

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