Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo completa 50 anos

Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo completa 50 anos, Jornal O São Paulo
Luciney Martins/O SÃO PAULO

Os 50 anos de fundação da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo (CJPSP) foram comemorados com um ato no teatro Tucarena, em Perdizes, na segunda-feira, 12. Na ocasião, recordaram-se, também, os 74 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrados no sábado, 10. 

O evento foi aberto pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, e contou com a presença de membros históricos da entidade fundada em 1972 pelo Cardeal Paulo Evaristo Arns (1921-2016), então Arcebispo de São Paulo. Entre os presentes, estavam o ex-ministro da Justiça, José Gregori, e os professores Fábio Konder Comparato e Maria Victoria Benevides, além do atual presidente, Antônio Funari Filho, que deram testemunho sobre a missão da Comissão. 

Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo completa 50 anos, Jornal O São Paulo

A Comissão Justiça e Paz nasceu com o objetivo de denunciar e combater as violações de direitos humanos durante o regime militar brasileiro e, desde então, tem participado ativamente dos principais movimentos da história. 

Ao tomar a palavra, Dom Odilo recordou que a CJPSP é fruto de uma iniciativa de seu predecessor, o Cardeal Arns, inspirado nas disposições do Concílio Vaticano II, especialmente pela constituição pastoral Gaudium et spes, que ressaltou a necessidade de os membros da Igreja participarem do processo de mudança da sociedade. Nesse sentido, em 1967, São Paulo VI criou a Pontifícia Comissão Justiça e Paz, que depois se tornou um pontifício conselho e, atualmente, integra o Dicastério para o Desenvolvimento Humano e Integral, criado pelo Papa Francisco. 

O Arcebispo sublinhou que os propósitos da Comissão nunca mudaram, uma vez que a realidade social e política do País continua a requerer a presença vigilante e atuante desse organismo eclesial, assim como de outras organizações da sociedade civil. 

“Vemos que o papel da Comissão não está superado, nem pode ser diminuído, quando vemos que as mesmas mazelas continuam na sociedade e, por isso, é necessário a atuação da Comissão Justiça e Paz”, afirmou o Cardeal Scherer, acrescentando que, com o magistério do Papa Francisco, agrega-se um conceito para o desenvolvimento humano e superação das desigualdades e injustiças: a fraternidade universal. 

“Neste momento em que se comemoram os 50 anos de vida da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, quero agradecer, em primeiro lugar, todo testemunho dado por aqueles que nela atuaram de maneira corajosa, e quero incentivar que continuem, que agreguem novos membros, novas lideranças atentos às novas realidades de nosso tempo”, concluiu. 

Para assistir à íntegra do evento, acesse aqui

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