Deputados e senadores definidos e 2o turno em 12 estados e para a eleição presidencial

Em 30 de outubro, brasileiros escolherão entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) para a presidência da República; Em São Paulo, candidatos dos dois presidenciáveis continuam na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes: Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT)

A eleição presidencial no Brasil será definida em 2o turno, a ser realizado em 30 de outubro. Com 99,99% das urnas apuradas até o fim da noite do domingo, 2, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 48,43% dos votos válidos (57,2 milhões de eleitores), e o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), 43,20% (51,07 milhões). Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em 3o lugar ficou Simone Tebet (MDB), com 4,16% dos votos válidos (cerca de 4,9 milhões), seguida por Ciro Gomes (PDT), com 3,04% (3,59 milhões aproximadamente). Cada um dos demais sete candidatos não obteve 1% dos votos válidos.

Ao discursar na capital paulista após os resultados, Lula se disse confiante na vitória e chamou o 2o turno de uma “prorrogação”, durante a qual terá a oportunidade de fazer “um debate tête-à-tête com o Presidente da República”, o que, segundo o petista, permitirá ao povo “fazer comparações do Brasil que ele [Bolsonaro] construiu e do Brasil que nós construímos”. Lula avaliou que seu eleitorado tem a percepção de que a renda das famílias, o nível de emprego, os serviços de Saúde e qualidade de vida no País não estão bons, e por isso deseja mudanças. Por fim, o ex-presidente convocou os apoiadores a se engajarem nesta fase final da campanha.

Bolsonaro falou com a imprensa em Brasília (DF). Ele atribuiu a maior quantidade de votos de Lula no 1o turno ao atual custo de vida para população, em especial com gastos em alimentação, mas que, no 2o turno, poderá mostrar, em especial à classe mais afetada, que tais indicadores são “consequência da política do ‘fica em casa, a economia a gente vê depois’, de uma guerra lá fora, de uma crise ideológica também”. Bolsonaro criticou os institutos de pesquisas que lhe atribuíam percentuais bem menores do que obteve nas urnas, e celebrou o fato de seu partido ter conseguido expressiva quantidade de vagas na Câmara e no Senado (leia mais abaixo).

O Brasil na Urna em 2022 – 1o turno
* Dos 156,4 milhões de eleitores, 123,67 milhões (79,05%) compareceram às urnas;
* Destes, 5,4 milhões de votos (4,41%) foram em Branco ou nulos;
* Não compareceram para votar 32,76 milhões de pessoas que estavam aptas para tal (20,94% do eleitorado).
*118,2 milhões de brasileiros (75,5% do eleitorado) votaram em algum dos candidatos a presidente da República.
* Lula venceu em 14 estados. Bolsonaro em 12 e no Distrito Federal.

PL TERÁ AS MAIORES BANCADAS NA CÂMARA E NO SENADO

As eleições aos cargos do Legislativo Federal, no domingo, 2, indicaram para uma recomposição de bancadas, com grande destaque para o desempenho do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

Na Câmara Federal, 39,38% dos eleitos (202 futuros parlamentares) não ocupam o mandato atualmente, índice menor que os 47,37% da taxa de renovação de 2018. O número de deputados reeleitos é de 294 (57,31%), considerando todos aquele que assumiram o mandato em algum momento da atual legislatura e não apenas os 513 que o exercem no momento. A informação é da Secretaria Geral da Mesa da Câmara. Ao todo, serão 20 partidos com representação na casa legislativa, sendo as maiores bancadas as do:

- PL: 99 deputados

- Federação partidária PT – PCdoB – PV: 80

- União Brasil: 59

- Progressistas: 47

- MDB: 42

Em todo o Brasil, o deputado federal mais votado foi o jovem Nikolas Ferreira (PL), 26 anos, em Minas Gerais, que conquistou 1,49 milhão de votos.

Dos 70 deputados federais eleitos por São Paulo, o líder nas votações foi Guilherme Boulos (PSOL), com 1 milhão de votos, seguido por três parlamentares do PL – Carla Zambelli (946,2 mil votos), Eduardo Bolsonaro (741,6 mil) e Ricardo Salles (640,9 mil votos). O 5o mais votado foi o Delegado Bruno Lima (Progressistas), com 461,2 mil votos.

Na eleição para o Senado, houve alta taxa de renovação: das 27 vagas em disputa neste ano – as outras 54 são de senadores com cargo até 2026 –, 22 serão preenchidas por novos parlamentares (81,48% do total). De 13 senadores que tentavam a reeleição, cinco obtiveram sucesso: Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Wellington Fagundes (PL-MT) e Romário (PL-RJ).

Em São Paulo, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Marcos Pontes (PL) foi eleito para o Senado com 10,7 milhões de votos. Outros ex-ministros de Bolsonaro também se elegeram como senadores por outros estados, como foi o caso de Damares Alves (Republicanos – DF), Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL- RN). Magno Malta (PL-ES), apoiador histórico de Bolsonaro também se elegeu, assim como o atual vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos – RS).

Também chamam a atenção os nomes de outros eleitos, como o ex-juiz federal Sérgio Moro (União Brasil – PR), que ganhou projeção nacional nos julgamentos da operação Lava Jato, e os ex-governadores Flávio Dino (PSB), do Maranhão, e Camilo Santana (PT), do Ceará, ligados ao ex-presidente Lula.

Após as eleições do último domingo, as bancadas majoritárias no Senado em 2023 serão:

PL: 13 cadeiras

União Brasil: 12

MDB: 10

PSD: 10

PT: 9

 (Com informações das agências Câmara e Senado)

12 estados definirão governador em 2o turno. Em SP, Tarcísio enfrenta Haddad

Além do presidente da República, os eleitores do Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Paraíba, São Paulo, Pernambuco, Bahia, Amazonas, Alagoas e Sergipe irão às urnas no dia 30 também para decidir a eleição ao governo do estado em 2o turno.

Em São Paulo, o 2o turno será entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) – que obteve 42,32% dos votos válidos (9,88 milhões) – e Fernando Haddad (PT), que alcançou 35,70% dos votos válidos (8,33 milhões). O 3o colocado foi Rodrigo Garcia (PSDB), que alcançou 18,4% dos votos válidos. Será a primeira vez desde 1994 que o PSDB não elegerá o governador do estado com o maior eleitorado do País.

Ao discursar após o 1o turno, Haddad disse que pretende conversar com todas as forças que sustentaram a candidatura de Garcia e discutir programas de governo. Já Tarcísio sinalizou que pretende intensificar diálogos com os prefeitos. O candidato foi o mais votado em 500 dos 645 municípios paulistas.

Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) os resultados da urnas levarão a uma nova recomposição de forças. Isoladamente, o PL continuará como partido com mais cadeiras, passando das 17 atuais para 19, mesma quantidade alcançada pela federação partidária PT – PCdoB – PV, que passou de 12 para 19 cadeiras. Na sequência, aparece a federação PSDB – Cidadania, com 11 parlamentares, e União Brasil e Republicanos, com oito parlamentares cada.

Os cinco mais votados para deputado estadual foram:

- Eduardo Suplicy (PT) – 807 mil votos;

- Carlos Giannazi (PSOL) – 276,8 mil;

- Paula da Bancada Feminista (PSOL) – 259,7 mil;

- Bruno Zambelli (PL) – 235,3 mil;

- Major Mecca (PL) – 224,4 mil.

Eleitores votam no 1º turno em seção eleitoral na cidade do Rio de Janeiro (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

OS 15 GOVERNADORES ELEITOS EM 1O TURNO

AC – Gladson Camelli (Progressistas)

AP – Clécio Luis (Solidariedade)

CE – Elmano de Freitas (PT)

DF – Ibaneis Rocha (MDB)

GO – Ronaldo Caiado (União Brasil)

MA – Carlos Brandão (PSB)

MG – Romeu Zema (Novo)

MT – Mauro Mendes (União Brasil)

PA – Helder Barbalho (MDB)

PI – Rafael Fonteles (PT)

PR – Ratinho Junior (PSD)

RJ – Cláudio Castro (PL)

RN – Fatima Bezerra (PT)

RR – Antonio Denarium (Progressistas)

TO – Wanderlei Barbosa (Republicanos)

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