Mais praticidade para contribuir com o dízimo e as coletas nas missas

Impulsionadas em razão do isolamento social durante a pandemia, contribuições via plataformas on-line e Pix foram potencializadas em paróquias da Arquidiocese

Arquivo paroquial

O isolamento social vivenciado no começo da pandemia de COVID-19 em 2020 trouxe o desafio às paróquias de buscar alternativas para manter o recebimento das contribuições do dízimo e das coletas de missa sem a participação presencial dos fiéis nas celebrações.

No Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, na Região Episcopal Belém, já havia antes da pandemia a opção de contribuição por meio de uma plataforma on-line acessada no site da igreja. Diante de restrições para a celebração das missas presenciais, o Padre Reuberson Ferreira, MSC, Pároco e Reitor, conta que a divulgação desta opção foi intensificada, bem como a de transferências bancárias. “Na sequência, popularizou-se o Pix, depois se popularizou o uso do QR Code para o Pix e do QR Code na página de doação. Também o link para a captação de recurso on-line em nosso site passou a ser mais usado do que antes”, contou à reportagem do O SÃO PAULO.

Na Paróquia Santa Teresinha, na Região Santana, a opção foi a de aderir a uma plataforma on-line de gestão financeira para a coleta das ofertas de missa, dízimo e de outros eventos. “É possível receber on-line por meio de links de pagamentos que a pessoa que se cadastra na plataforma recebe via e-mail ou WhatsApp, e pelos quais efetua o pagamento. Também é possível contribuir via Pix”, detalha Rodrigo Novembrini, administrador financeiro da Paróquia.

Ampla divulgação

Nessas duas igrejas e em outras da Arquidiocese, esses canais de contribuição foram mantidos com a retomada das missas presenciais e ainda mais divulgados.

“Com a volta gradual das pessoas às missas, tivemos a ideia de colocar nos bancos da igreja o QR Code da Paróquia. Assim, quando alguém aponta o celular para o QR Code, aparece na sua tela uma página com a imagem de Santa Teresinha e os dados da Paróquia, para que saiba que realmente é algo seguro. Depois, a pessoa preenche o valor que deseja contribuir e escolhe a opção de pagar via boleto bancário, Pix ou cartão de crédito”, conta Novembrini.

Também no Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração, o QR Code que leva à plataforma digital está afixado em diferentes locais do templo, assim como a chave Pix e os números das contas bancárias são divulgados durante as celebrações.

Confiabilidade

Padre Reuberson conta que uma das preocupações do Santuário foi a de comunicar aos fiéis que fazer as contribuições pelos canais digitais ou transferências bancárias é algo seguro: “À medida que chegavam os recursos do dízimo pelos canais digitais, nós fazíamos uma carta-comunicado ao dizimista, enviada por e-mail, WhatsApp ou pelo Correio, certificando que tínhamos recebido o dinheiro”.

Na Paróquia Santa Teresinha, a equipe responsável pela administração financeira busca responder o quanto antes quando um fiel pede a confirmação sobre o recebimento do dízimo. As informações também são repassadas à Pastoral do Dízimo, para que seja feito o controle da contribuição mensal. Todas as ações são acompanhadas pelo Pároco, o Padre Sílvio César da Silva, SDB.

Novembrini avalia que as coletas pelas plataformas on-line facilitam a prestação de contas e reduzem os riscos de assaltos: “Quando recebido o dinheiro físico, é preciso levá-lo até o banco para depositar, o que não deixa de ser um risco. Não ter de fazer isso já é uma praticidade. Além disso, tudo o que um fiel transfere para a conta da Paróquia aparece detalhado em um relatório gerado pela própria plataforma, o que é um facilitador para a posterior prestação de contas à comunidade”.

Projeções

Reprodução da internet

Padre Reuberson conta que essas plataformas digitais impulsionaram o aumento de contribuições e de coletas, mas que ainda não é possível contar com tais recursos como entradas financeiras permanentes. “Houve mais colaborações, as pessoas foram mais generosas com essas possibilidades remotas, mas não necessariamente se tornaram dizimistas”, aponta o Sacerdote. “Ainda há muitas que preferem vir ao Santuário fazer a contribuição em espécie a usarem o Pix, mas em comparação ao período pré-pandemia essa colaboração on-line se potencializou”, completou.

No caso da Paróquia Santa Teresinha, Novembrini conta que cerca de 40% dos dizimistas ainda contribuem com a entrega direita nos envelopes. “A nossa ideia é que até dezembro apenas 10% das coletas do dízimo sejam feitas com envelopes”, projeta. Ele detalha que, com as novas plataformas de coleta e um processo de conscientização dos fiéis feito pela Pastoral do Dízimo, o número de dizimistas cresceu cerca de 30% e houve um significativo retorno das contribuições daqueles que estavam inativos. “Antes de pensar em qualquer entrada financeira, trata-se da dimensão pastoral. Quando isso está fortalecido, as outras coisas são facilmente agregadas”, conclui.

NÃO CAIA EM GOLPES          

Contribuir com o dízimo ou com as coletas de missa por plataformas digitais é seguro. No entanto, esteja atento para evitar golpes digitais:

  1. As paróquias não enviam links para confirmação de dados ou validação de cadastro sem que você tenha pedido ou se cadastrado para tal;
  2. Desconfie de qualquer contato que peça a transferência de dinheiro com urgência. Na dúvida, ligue para a paróquia;
  3. Todo cadastro na chave Pix parte da iniciativa do próprio usuário. Desconfie de contatos telefônicos ou on-line que dizem querer “cadastrar seu Pix” para as contribuições. No geral, o cadastro de dizimista é feito apenas na própria paróquia;
  4. Para o caso de transferências bancárias, busque as informações sobre o número das contas diretamente na secretaria paroquial, no site ou nas redes sociais da paróquia que você já conhece;
  5. Se optar por contribuir pelo QR Code que aparece nas transmissões das missas pelo Facebook ou YouTube, faça-o apenas na transmissão do canal oficial da paróquia. Alguns criminosos têm “pirateado” a transmissão dessas celebrações e inserido um QR Code para que as contribuições caiam em suas contas e não nas da paróquia/capela/santuário. Na dúvida, antes de concluir a contribuição, certifique-se de que o CNPJ ou chave Pix que aparecem são os informados regularmente pela paróquia.
  6. Após ter contribuído com o dízimo, telefone, envie um e-mail ou mensagem ao número do WhatsApp da paróquia, pedindo que se confirme que a contribuição foi recebida.

(Informações adaptadas a partir de conteúdo disponível no Canaltech)

DÍZIMO É COMPROMISSO DO CRISTÃO!

“Ajudar a Igreja em suas necessidades” é o 5º mandamento da Igreja pelo qual se “recorda aos fiéis de que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme suas possibilidades” (Catecismo da Igreja Católica, 2041).

– A Igreja Católica não determina o percentual da renda com o qual o fiel deve contribuir. O valor é uma decisão de consciência pessoal, iluminada pela Palavra de Deus, sensível às necessidades da Igreja e do próximo.

– Conforme consta no documento 106 da CNBB – “O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas” –, o dízimo é uma contribuição sistemática e periódica dos fiéis, por meio da qual cada comunidade assume a corresponsabilidade por sua sustentação e a da Igreja.

– O mesmo documento detalha que o dízimo tem uma dimensão religiosa (expressa a relação do fiel com Deus), eclesial (da consciência do fiel de que é membro da Igreja), missionária (o recurso arrecadado em uma paróquia pode ser partilhado com outras e com a diocese) e caritativa (ajuda a custear as obras de misericórdia da Igreja).

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