‘Mundanidade espiritual’ é o pior mal que pode ocorrer na Igreja

Pontífice participou do capítulo geral da Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora, na sexta-feira, 22.

Vatican Media

Em um encontro com religiosas em Roma, o Papa Francisco afirmou que “a mundanidade espiritual é o pior mal que pode ocorrer com a Igreja”. Ele falava às participantes do capítulo geral da congregação das Filhas de Maria Auxiliadora, na sexta-feira, 22.

Esse problema, disse ele, acontece quando a presença de instituições da Igreja no mundo se esvaziam da figura de Cristo. “O [Concílio] Vaticano II indicou para a Igreja esse caminho, que é o caminho de Deus: a encarnação na história, a imersão na vida cotidiana”, explicou. “Mas isso pressupõe uma firme raiz em Cristo, para não estar à mercê da mundanidade nas suas diversas formas.”

A referência à “mundanidade espiritual” vem de Henri-Marie de Lubac, cardeal francês, jesuíta e teólogo morto em 1991. Em suas “Meditações sobre a Igrejas”, recordou Francisco, o Cardeal Lubac apresenta esse conceito como uma abertura sutil à ação do demônio, que conduz seus membros à divisão e a um excessivo apreço pelas coisas materiais – e não mais pela missão de anunciar o Evangelho.


“A mundanidade é aquele espírito que te leva a não estar em paz, e com uma paz que não é bonita, uma paz sofisticada”, disse Papa no encontro. Em suas palavras, trata-se de não se apegar às coisas do mundo e manter-se sempre abertos à ação do Espírito Santo, “que faz novas todas as coisas”.

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