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Agência nuclear da ONU pede moderação em meio ao conflito no Irã

Reunião de emergência do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica aborda situação das usinas em Viena; diretor da Aiea pede que não seja descartado possível vazamento radiológico com graves consequências.

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Reprodução ONU News

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, Rafael Grossi, revelou, nesta segunda-feira, que não há “nenhum indício” de danos em instalações nucleares do Irã no atual conflito com os Estados Unidos e Israel.

Esses complexos incluem a Usina Nuclear de Bushehr, o Reator de Pesquisa de Teerã e outras instalações do ciclo do combustível nuclear.

Aumento nos níveis de radiação

Em sessão de emergência do Conselho de Governadores da Aiea, em Viena, o chefe da agência destacou que, embora prossigam esforços para contatar as autoridades nucleares iranianas, não foi conseguida resposta até o momento.

No discurso, Grossi sublinhou que “até agora, nenhum aumento nos níveis de radiação acima dos níveis normais de radiação de fundo foi detectado em países que fazem fronteira com o Irã”.

O Irã e a Rússia foram os países que pediram a reunião extraordinária do Conselho de Governadores, composto por 35 Estados.

O primeiro ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã aconteceu na manhã de sábado e foi justificado como um ato preventivo contra ameaças representadas pelos programas nucleares e de mísseis balísticos do país. 

As autoridades americanas justificam o início da “Operação Fúria Épica” com a recusa do Irã de se comprometer com o enriquecimento zero de urânio.

Diplomacia e negociações

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Grossi enfatizou que, para se alcançar uma “garantia de longo prazo de que o Irã não adquirirá armas nucleares”, Teerã e Washington deveriam “retornar à diplomacia e às negociações”.

Outro pedido feito pelo chefe da Aiea foi no sentido de todas as partes “exercerem máxima contenção para evitar uma escalada ainda maior”.

O diretor-geral mencionou ainda ataques a várias nações do Golfo com mísseis e drones lançados pelo Irã em Barém, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Essas ações “todas utilizam armas nucleares de alguma forma”, segundo Grossi.

Para o chefe da Aiea, a situação atual é muito preocupante e não se pode “descartar a possibilidade de um vazamento radiológico com graves consequências, incluindo a necessidade de evacuar áreas tão grandes ou maiores que grandes cidades.”

No sábado, a Aiea afirmou que não tinha conseguido verificar se Teerã havia suspendido o enriquecimento de urânio após os ataques às suas instalações nucleares durante a guerra de 12 dias em junho com Israel e os Estados Unidos.

Fonte: ONU News

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