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‘Calem as armas! Cessem os bombardeios!’, apela Leão XIV no 4º ano da guerra na Ucrânia

“Quantas vítimas, quantas vidas e famílias despedaçadas, quanta destruição, quanto sofrimento indescritível! (…) Que as armas se calem, que cessem os bombardeamentos, que se chegue sem demora a um cessar-fogo e que se reforce o diálogo para abrir caminho à paz.”

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Momento de oração pelas vítimas da guerra na Ucrânia (foto: Caritas Ukraine)

Após a oração do Angelus do domingo, 22, o Papa Leão XIV renovou com firmeza seu apelo pelo fim da guerra na Ucrânia, lembrando que já se passaram quatro anos desde o início deste dramático conflito “que está diante dos olhos de todos”.

O Pontífice destacou que a paz não pode ser adiada e deve encontrar espaço nos corações, transformando-se em decisões responsáveis: “Toda guerra é realmente uma ferida infligida à inteira família humana: deixa para trás morte, devastação e um rastro de dor que marca gerações. (…) Convido todos a unirem-se em oração pelo martirizado povo ucraniano e por aqueles que sofrem em razão desta guerra e dos outros conflitos no mundo, para que o tão esperado dom da paz possa brilhar nos nossos dias”.

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Papa no Angelus do domingo, 22

UM CENÁRIO DE SOFRIMENTO E DESTRUIÇÃO

A guerra teve início em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma invasão em larga escala contra a Ucrânia. Desde então, o conflito provocou dezenas de milhares de mortos e feridos, destruiu cidades inteiras e forçou milhões de pessoas a se deslocarem dentro e fora do país.

Organismos internacionais classificam esta como a maior crise humanitária da Europa desde a 2ª Guerra Mundial, com impactos profundos na segurança, na economia e na vida diária da população civil, sem que até o momento tenha sido alcançado um acordo definitivo para o fim das hostilidades.

Desde o início do conflito na Ucrânia, o falecido Papa Francisco reiterou pedidos pelo fim da guerra e pela libertação de prisioneiros, com atenção especial às crianças e às vítimas civis, enquanto o rigor do inverno agravava os danos provocados pelos bombardeios.

Ao longo destes anos, a Santa Sé manteve apoio humanitário à população ucraniana, dialogou com líderes como Putin e Zelensky, recebeu associações, famílias e refugiados, e reafirmou sua disposição em sediar negociações de paz, sublinhando a importância do engajamento da Europa e da Itália.

O Papa Leão XIV deu continuidade a esse compromisso pela paz, enviando também ajudas concretas ao país.

Fonte: Vatican News

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