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Em Ruanda, o uso de drones autônomos ajuda a prevenir doenças e salvar vidas

Em Ruanda, o uso de drones autônomos ajuda a prevenir doenças e salvar vidas - Jornal O São Paulo
Ministry of ICT & Innovation/Rwanda

O governo de Ruanda, nação cen­tro-oriental da África que conta com uma população de 14 milhões de pes­soas, destinará 150 milhões de dólares para a expansão da rede nacional de entregas autônomas.

Desde 2016, quando foi o primei­ro país a lançar o serviço de entregas por drones, Ruanda agora se torna o primeiro do mundo com cobertura lo­gística autônoma em todo o seu terri­tório, além de ser o pioneiro na África em sistemas urbanos de entregas por drones e centro de testes autônomos no continente.

A expansão reforça o papel do país como líder global em inteligência ar­tificial, robótica e logística autônoma, proporcionando acesso eficiente e eco­nômico a serviços de saúde para mi­lhões de pessoas.

Paula Ingabire, ministra de Tec­nologia e Inovação de Ruanda, des­tacou que a entrega por drones tem salvado tempo, dinheiro e vidas, e que este novo passo permitirá levar esses benefícios às áreas urbanas, especial­mente em Kigali, nas quais cerca de 40% da demanda de saúde do país está concentrada.

Além disso, será inaugurado um centro de distribuição de longo alcance no distrito de Karongi, que comple­menta os hubs existentes em Muhanga e Kayonza, ampliando a capacidade para regiões próximas à fronteira com a República Democrática do Congo. O novo centro atenderá cerca de 200 postos de saúde e 60 grandes unida­des, beneficiando mais de 2,9 milhões de pessoas, o que elevará o total de assistidos para mais de 11 milhões de ruandenses.

Em Ruanda, o uso de drones autônomos ajuda a prevenir doenças e salvar vidas - Jornal O São Paulo
Ministry of ICT & Innovation/Rwanda

Até o momento, a rede autônoma de entregas por drones possibilitou o acesso sob demanda a sangue, vacinas e medicamentos essenciais, reduzindo desperdícios, igualando o acesso, im­pulsionando a economia e melhoran­do resultados de saúde, com redução de 51% das mortes maternas.

Todos os dados de logística e entre­gas são integrados ao sistema nacional de informação e resposta a emergên­cias, fortalecendo a detecção de surtos e capacidade de resposta rápida, ali­nhados à visão do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças para sistemas de saúde resilientes.

Fonte: Aeroin.net

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