
O Parlamento escocês rejeitou, no dia 17, um projeto de lei que buscava legalizar a eutanásia para adultos com doenças terminais. Após um intenso debate de mais de duas horas na Câmara de Holyrood, o projeto foi derrotado por 69 votos a 57, quando precisava de pelo menos 64 votos para ser aprovado. A decisão representa um revés significativo para as tentativas de implementar a chamada “assistência médica para morrer” na Escócia.
Os opositores da proposta, intitulada “Morte Assistida para Adultos com Doenças Terminais”, argumentaram que ela carecia de salvaguardas suficientes, alertando que pessoas vulneráveis poderiam ser pressionadas a tirar a própria vida.
A questão da eutanásia não é nova no Parlamento escocês. Além do projeto de lei rejeitado na semana passada, em 2010 e em 2015 outras propostas foram votadas e derrotadas pelos parlamentares.
O debate escocês faz parte de uma tendência internacional de expansão da legislação a favor da eutanásia. Países como Canadá, Austrália e Nova Zelândia já legalizaram diversas formas da prática. No Reino Unido, um projeto de lei para legalizar a eutanásia na Inglaterra e no País de Gales está atualmente parado na Câmara dos Lordes devido a um grande número de emendas.
Na França, um projeto de lei para legalizar a eutanásia também está gerando intensa controvérsia: a Igreja Católica adotou uma posição firme e aberta contra ele. Os bispos denunciaram o que chamam de “falsa fraternidade”, enfatizando que a verdadeira solidariedade consiste em acompanhar aqueles que sofrem, não em causar sua morte, e ressaltando a sacralidade da vida humana e a necessidade de desenvolver cuidados paliativos até o fim natural da vida.
Fonte: InfoCatólica




