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Porto Rico: nascituros passam a ser reconhecidos como pessoas naturais desde a concepção

Porto Rico: nascituros passam a ser reconhecidos como pessoas naturais desde a concepção - Jornal O São Paulo
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Em dezembro passado, Jenniffer González-Colón, governadora de Porto Rico, aprovou a Lei 183-2025, que altera o Código Civil porto-riquenho e reconhece o nascituro — um termo jurídico em latim que se refere a “concebido, mas não nascido” — como pessoa natural desde a concepção.

O Padre Carlos Pérez Toro, Pároco da Igreja de Santa Rosa de Lima, em San Juan, e advogado, participou como consultor jurídico na elaboração do novo Código Civil, e salientou que, graças a esta lei, “reconhece-se que o ser humano em gestação é uma pessoa natural desde o primeiro momento da concepção; usando um termo jurídico que só se aplica quando um ser humano nasce, diz-se que ele ou ela tem personalidade jurídica e capacidade desde o primeiro momento da concepção.”

“Graças a Deus, conquistamos o reconhecimento claro em Porto Rico de que o ser humano em gestação é uma pessoa natural com todos os direitos, como se já tivesse nascido. Imagine o que isso significa para a mãe que agora tem um novo instrumento para defender seu filho”, disse o Sacerdote, que explicou que toda gestante em Porto Rico agora pode designar seu filho ainda não nascido como herdeiro.

“O que esta lei faz é equiparar a criança no útero a uma criança que já nasceu. As perspectivas futuras que esta lei trará para um ser humano em gestação e para a mãe são inimagináveis”, disse o Padre. Ele indicou que, por exemplo, em questões tributárias, uma criança no útero pode ser declarada como um novo dependente para fins de pagamento de impostos em Porto Rico.

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“Tudo isso se aplica ao ser humano em gestação”, disse o Padre e jurista, que também abordou as implicações culturais que essa lei terá entre os habitantes da ilha. “Aquilo não é uma célula, um zigoto, um feto, mas um ser humano”, frisou o Clérigo.

Por sua vez, Kelsey Pritchard, diretora de comunicação da Susan B. Anthony Pro-Life America, disse que essa nova lei no território autônomo de Porto Rico “é uma vitória histórica para bebês e mães em toda a ilha e um exemplo poderoso para legisladores em todos os Estados Unidos”.

“A ciência é clara: uma nova vida humana, distinta, começa na concepção, e esta lei reflete essa realidade. Ela envia uma mensagem clara e esperançosa: cada pessoa tem valor e merece uma chance de viver”, disse Kelsey.

Ela acrescentou que a organização pró-vida “aplaude os líderes de Porto Rico por escolherem a compaixão, a dignidade humana e a proteção dos mais vulneráveis entre nós”.

Fonte: UCA News

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