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Suíça: nanofiltro sanguíneo remove proteínas da doença de Alzheimer em poucas horas, revertendo a demência 

Suíça: nanofiltro sanguíneo remove proteínas da doença de Alzheimer em poucas horas, revertendo a demência  - Jornal O São Paulo

Pesquisadores suíços desenvolveram um dispositivo inovador de filtragem do sangue, projetado para remover as proteínas tóxicas causadoras do mal de Alzheimer – amiloide beta e amiloide tau -, diretamente da corrente sanguínea. Essas proteínas acumulam-se no cérebro, impulsionando o declínio cognitivo, porém os primeiros ensaios clínicos mostram que filtrá-las pode levar a melhorias notáveis na memória e no pensamento dentro de semanas.

O dispositivo opera em nível molecular, com poros de nanofiltro projetados para aprisionar proteínas prejudiciais, permitindo que componentes sanguíneos saudáveis passem. À medida que o sangue limpo reentra na circulação, a troca de fluidos naturais que atravessam a barreira hematoencefálica reduz gradualmente a concentração de proteínas tóxicas no cérebro. Ao contrário das drogas convencionais, que visam a retardar a formação de proteínas, este tratamento remove o acúmulo existente, responsável pela perda de memória. O tratamento típico envolve duas sessões ambulatoriais por semana durante oito semanas, seguidas de manutenção mensal.

Apesar dos resultados promissores, as administradoras de planos de saúde atualmente classificam a terapia como “experimental” e frequentemente recusam a cobertura, mesmo que ela custe muito menos do que o tratamento de longo prazo para Alzheimer, que em média ultrapassa os 80 mil dólares por ano nos Estados Unidos. Os críticos argumentam que as barreiras financeiras podem atrasar o acesso dos pacientes a essa terapia transformadora, deixando as famílias com despesas exorbitantes enquanto um tratamento potencialmente capaz de mudar vidas permanece fora de seu alcance.

Fonte: Engineering Facts 

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