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Cáritas divulga estudo sobre agravamento da pobreza no Equador por causa da pandemia

88% dos chefes de famílias encontram-se em vulnerabilidade econômica, especialmente em razão do desemprego ou subemprego

Cáritas divulga estudo sobre agravamento da pobreza no Equador por causa da pandemia

Em 12 de novembro, foi divulgado o informe “O Impacto da pandemia nas famílias acompanhadas pela Rede da Cáritas Equador”, que revela os graves efeitos que a pandemia e as medidas de contenção do vírus causaram nas famílias mais pobres até agosto deste ano.

As 106.264 famílias atendidas por 15 Cáritas diocesanas entre março e agosto deste ano foram objeto da pesquisa. Também, no informe, estão relatos de autoridades eclesiásticas próximas aos grupos mais vulneráveis do país.

Em relação ao emprego, 88% dos chefes dessas famílias encontram-se em vulnerabilidade econômica, pois metade deles está desempregada, e a outra metade subempregada. Dentre os subempregados, apenas 12% têm um salário fixo.

Nove entre 10 chefes de família não podem trabalhar por home office, pois são, em sua maioria, pedreiros, empreendedores, agricultores vendedores informais ou jornaleiros. Por esse motivo, a porcentagem de pobreza no país chegou a 24%. Entretanto, segundo estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, a pobreza no país chegará a 37%.

As consequências da pobreza no país se observam na alimentação, no acesso à educação de qualidade e na saúde. O informe da Cáritas indica que 4,4 milhões de pessoas não conseguem ter acesso a uma cesta básica. Sobre a educação, 88% dos chefes de famílias com empregos irregulares têm filhos em idade escolar, entretanto “ganham menos de 3 dólares diários”.

Além disso, 59% dos chefes de famílias pesquisados são analfabetos digitais, e apenas 69% deles alcançam “uma formação mediana”; 52% dos lares pesquisados não possuem internet e somente 23% possuem um computador.

Cinco entre dez famílias, durante o período pesquisa, tiveram pessoas enfermas, e, entre essas, 59% dos chefes de família adoeceram por “COVID-19 e moléstias respiratórias”.

Outro dado é que 73% das famílias sofreram “depressão, perda de sono e temor do contexto atual”. A Cáritas afirma que esse número se relaciona com o aumento de suicídios nos país durante a pandemia.

Por fim, a Cáritas Equador se comprometeu a assumir o desafio de buscar soluções para “diminuir impacto da grave crise” nas famílias mais pobres. Entretanto, para isso, a Cáritas ressaltou a necessidade de toda a sociedade equatoriana, o Estado e as empresas privadas se unirem.

Fonte: ACIprensa

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