Dom Odilo: ‘Deus quis nascer em uma família’

Dom Odilo: ‘Deus quis nascer em uma família’
Cardeal Scherer preside missa da Festa da Sagrada Família, na Catedral da Sé

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu a missa da Festa da Sagrada Família, neste domingo, 27, na Catedral da Sé.

Esta festa se insere no contexto das celebrações litúrgicas do Natal do Senhor, cuja comemoração se estende ao longo da chamada oitava do Natal que se conclui em 1º de janeiro, com a Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus. Depois, segue-se o Tempo do Natal, que termina com celebração do Batismo do Senhor, comemorado em 10 de janeiro.

O Evangelho do dia destaca a apresentação de Jesus no templo, seguindo uma antiga tradição judaica, na qual, os filhos primogênitos eram consagrados a Deus.

“Maria e José cumprem essa tradição. Será que, hoje, os pais ainda fazem isso?”, questionou Dom Odilo, recordando que a tradição de batizar as crianças logo após o nascimento, é uma forma de apresentar e consagrar os filhos a Deus.

Responsabilidade

O Cardeal Scherer enfatizou que a vida da Sagrada Família, aparentemente, não foi marcada por acontecimentos extraordinários. “O Evangelho diz que Jesus era submisso aos seus pais. Maria e José assumiram o seu papel de cuidadores, educadores, atentos às necessidades de seu filho”, enfatizou.  

“Humanamente, o menino Jesus aprendeu a rezar, conheceu as tradições religiosas de seu povo, crescia em sabedoria, idade e graça diante de Deus e diante dos homens. Maria e José têm diante de seus olhos o mistério de Deus que se fez humano”, acrescentou o Arcebispo.  

Nesse sentido, Dom Odilo indagou aos pais: “Vocês se colocam diante do mistério de cada filho? Os filhos não são propriedade dos pais. São outros seres, também filhos de Deus pela graça do Batismo. Os pais assumem a responsabilidade de cuidar desses filhos para que cresçam humanamente e como filhos de Deus”, frisou.  

Virtudes

Sobre as demais leituras bíblicas do dia, o Cardeal destacou que ambos os textos chamam a atenção para o significado do quarto mandamento – honrar pai e mãe ­­–, exortando a não abandoarem os pais na velhice, e elencando as virtudes que devem predominar em uma família cristã.  

“Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo”, diz um trecho da segunda leitura (Cl 3, 12-21).

Sobre esse aspecto, o Arcebispo recordou as inúmeras situações de violência que atingem as famílias na atualidade, mencionando, de modo especial, os recentes crimes contra mulheres no ambiente familiar, durante as festividades natalinas.

Dom Odilo: ‘Deus quis nascer em uma família’

Família criada por Deus

“Conhecemos os problemas das famílias e quanto são duros. Conhecemos as doenças, os lutos, as angústias, especialmente neste ano de pandemia, o  desemprego, o desamparo social, a violência, a infância abandonada, a juventude desorientada, os idosos abandonados. Os problemas do matrimônio, tão pouco valorizado e fragilizado”, observou Dom Odilo.  

O Cardeal chamou a atenção para as tentativas de criar “novos modelos de famílias” e exortou: “Devemos estar atentos à família como Deus fez, como ele quis”.

O Arcebispo alertou para a risco da perda do verdadeiro significado da família cristã e sublinhou que, ao invés de buscar reinventá-la, é preciso valorizá-la ainda mais. “Muitos desses problemas existem porque não se reconhece o valor da família na sociedade. Vamos cuidar bem da família e, assim, ajudar a melhorar a sociedade”, completou.  

“Deus sabe que nossas famílias não são perfeitas. Por isso, quer ser sustento para elas. Peçamos a São José e à Nossa Senhora que nos ajudem a viver, cada dia, as virtudes da vida em família”, concluiu Dom Odilo.  

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