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‘É pela largueza da misericórdia de Deus que somos salvos’

‘É pela largueza da misericórdia de Deus que somos salvos’

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu a missa na manhã desta terça-feira, 28, na capela de sua residência, transmitida pela rádio 9 de Julho e pelas mídias digitais da Arquidiocese.

No Evangelho do dia (Mt 13,36-43) Jesus explica o significado da parábola do joio e do trigo. “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao maligno”, diz Jesus.

Ao comentar esse trecho, Dom Odilo ressaltou que os bons, justos e honestos são desafiados constantemente pelos maus que estão no meio deles, e devem perseverar no bem, não se deixando sufocar pelos maus. 

“O dono do campo não deixa que seja arrancada a erva ruim, deixa que cresça junto, não apenas para que os bons e justos deem prova de perseverança e de virtude, mas para dar tempo aos maus para que se arrependam e se convertam, para que comecem a praticar o bem.. É a paciência de Deus para com todos”, afirmou o Cardeal.

PERMANECER TRIGO

No entanto, o Arcebispo lembrou que haverá o momento em que os bons e maus serão separados. “Os maus são os que levam os outros a pecar, que escandalizam os outros.  O que é trigo não deve se deixar mudar em joio. É uma questão muito séria. Não só devemos cuidar de permanecer trigo, mas também ajudar o joio a  se transformar”, acrescentou.  

“Quem espalha a maldade vai ter que se explicar diante de Deus.  A maldade não fica impune. A nossa parte é rezar pela conversão dos pecadores e daqueles que estão no mal caminho e ajudá-los a trilhar o caminho de Deus”, sublinhou Dom Odilo, recordando, ainda, que Deus é misericordioso e não deseja que ninguém se perca, por isso, dá chance e oportunidade para que o “joio” de transforme. 

DEUS É BOM

Em seguida, o Cardeal chamou a atenção para o trecho da primeira leitura (Jr 14,17-22) em que o profeta Jeremias clama pela misericórdia de Deus. “Reconhecemos, Senhor, a nossa impiedade, os pecados de nossos pais, porque todos pecamos contra ti. Mas, por teu nome, não nos faças sofrer a vergonha suprema de levar a desonra ao trono de tua glória; lembra-te, não quebres a tua aliança conosco”, diz o profeta.

“Nós pedimos perdão, a misericórdia e os bens de Deus não porque nós merecemos, mas porque Deus é bom.  É pela largueza da misericórdia de Deus que somos salvos. Por isso, nossa vida, nossa conduta e ações devem ser sempre um louvor a Deus”, concluiu o Arcebispo.  

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