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Elas fizeram da dificuldade uma oportunidade para empreender

Elas fizeram da dificuldade uma oportunidade para empreender

O novo coronavírus é o responsável por um significativo agravo na economia brasileira. Com menos dinheiro circulando, torna-se inevitável um acréscimo no número de desempregados ou de trabalhadores que tiveram suas rendas afetadas pela crise. Com isso, muitas pessoas têm inovado ou iniciado negócios para garantir o sustento financeiro.

LINHAS E PONTOS

Antes da pandemia, a personal trainer Lane Luz, 36, tinha como clientes muitos idosos com patologias como mal de Alzheimer, mal de Parkinson e cardíacos, ou seja, pessoas mais vulneráveis ao novo coronavírus. Assim, ela teve toda a sua renda comprometida. Lane, que optou por ficar de quarentena com a mãe, no bairro Jardim Aeroporto, no distrito de Campo Belo, percebeu que ambas começaram a sofrer de ansiedade. Para inibir o avanço dos sintomas, adquiriu materiais para confecção de crochês.

Após publicar em suas redes sociais as primeiras toalhas de mesa, conjunto de sousplat e jogo americano, Lane recebeu mensagens de pessoas interessadas em adquirir os produtos: “Foi quando percebi que poderia usufruir dos benefícios da terapia mental do artesanato, mas também ganhar dinheiro com as vendas, e que isso ajudaria nas despesas de casa”, lembrou.

O dinheiro que consegue com as vendas ainda é inferior à sua renda anterior, mas ela comemora o fato de que as despesas fixas vêm sendo pagas com a sua nova ocupação.

A divulgação e a encomenda das peças são feitas pelas redes sociais e em sites destinados a vendas on-line. A personal trainer pretende aprimorar as técnicas de crochê e do uso das mídias digitais para que seus produtos alcancem mais pessoas.

NA ÁREA DA BELEZA

Elas fizeram da dificuldade uma oportunidade para empreender

Nathani Santana, 24, é moradora do Jardim Elisa Maria, na zona Norte de São Paulo. Em 2019, ela concluiu a graduação tecnológica em Estética e Cosmética e já realizava atendimentos relacionados à profissão. Em março deste ano, começou a trabalhar em uma clínica voltada ao segmento. No entanto, devido à pandemia, o estabelecimento foi fechado por tempo indeterminado.

Desde então, Nathani buscou aprimorar as técnicas profissionais e criou uma página no Instagram para divulgar seu trabalho e oferecer dicas de tratamentos e cuidados estéticos para serem feitos em casa.

Hoje, a esteticista realiza atendimentos em um salão parceiro no bairro em que mora. Nathani também investiu em informação sobre a prevenção de COVID-19 e em equipamentos de proteção individual para ela e seus clientes.

ATENTA A NOVAS DEMANDAS

Elas fizeram da dificuldade uma oportunidade para empreender

No município de Socorro (SP), Mônica Leme Mello Rodrigues, 38, criou, em 2016, o ateliê “Moniquiti Personalizados”, voltado à confecção de itens de decoração e lembranças artesanais para festas, batizados e outros eventos.

Formada em Secretariado Executivo Bilíngue, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e pós-graduada em Marketing e Vendas, pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Mônica iniciou o empreendimento após elaborar todos os artigos e lembranças personalizadas da festa de 1 ano de seu filho mais velho.

O negócio acontece por meio das redes sociais, na plataforma Elo 7. A empreendedora contou que anteriormente à pandemia, seu ateliê recebia entre 12 e 15 pedidos por semana, o que mudou logo nos primeiros dias de quarentena.

Com os buffets fechados, ela percebeu um novo nicho de mercado, quando uma amiga encomendou um pequeno kit de decoração para a comemoração do aniversário da filha em casa, apenas entre ela, seu marido e a aniversariante.

Mônica conta que o número e valores dos pedidos ainda são poucos, mas está entusiasmada com a nova etapa de seu empreendimento.

“É uma alegria enorme receber as fotos das clientes, com a mesa decorada, vendo que a maioria dos itens são do ateliê. É um trabalho minucioso, digo que até cansativo, às vezes trabalho 16 horas por dia, mas é maravilhoso poder participar de momentos tão particulares e importantes de cada um”, expressou.

CULINÁRIA GOURMET

Elas fizeram da dificuldade uma oportunidade para empreender

Bárbara Silva Costa, 29, é estudante de Confeitaria, e Marcela Barbosa de Abreu, 24, está na graduação de Marketing. As amigas trabalhavam em uma escola de dança, nas funções de gerente administrativa e coordenadora, respectivamente.

Com o fechamento temporário do estabelecimento, ambas foram dispensadas. Resolveram, então, concretizar um antigo desejo de trabalhar com duas iguarias que adoram: os doces gourmet e hambúrgueres artesanais. Moradoras do bairro Lauzane Paulista, na zona Norte, as empreendedoras iniciaram em maio o “Mabi Lanches e Doces Gourmet”. Bárbara se dedica mais aos doces; e Marcela, aos lanches.

Por enquanto, todos os pedidos são preparados na casa dividida pelas duas, mas o objetivo é ampliar os negócios e alugar uma sede própria para a empresa, além de aperfeiçoar conhecimentos e técnicas gastronômicas. As entregas são realizadas via aplicativo iFood e por elas mesmas, quando os pedidos lhes são feitos diretamente pelos clientes.

Siga esses empreendimentos nas redes sociais:

Lane Luz @laneluz_personal
Moniquiti Personalizados @moniquitipersonalizados
Nathani Santana Estética @ns_estetica_
Mabi Lanches & Doces Gourmet @mabi_ld

Cinco dicas de gestão para os pequenos negócios enfrentarem a crise do coronavírus:
– Faça bom uso de mídias sociais.
– Invista em plataformas de vendas on-line.
– Aproveite os aplicativos de delivery.
– Avalie seus custos.
– Negocie com seus fornecedores.
(Fonte: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae)

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