EUA: executivas de multinacional do aborto confessam a venda de tecidos de bebês abortados

GUSTAVO CATANIA RAMOS (ESPECIAL PARA O SÃO PAULO)

Um vídeo divulgado pelo Center for Medical Progess (CMP), uma entidade médica norte-americana, revelou o depoimento de diversas executivas da Planned Parenthood (PP), empresa que realiza abortos no país, em que confessam, sob juramento, de terem participado da venda ilegal de partes do corpo de bebês abortados.

EUA: executivas de multinacional do aborto confessam a venda de tecidos de bebês abortados
(Crédito: Reprodução da internet)

Em artigo publicado na terça-feira, 26, a CMP afirma que as declarações das executivas “contradizem as afirmações anteriores da PP de que a corporação nunca participou na venda de partes abortadas de corpos de bebês e que simplesmente as doou e recebeu uma compensação pelos gastos”.

Nos Estados Unidos, é proibida a venda de tecidos de bebês abortados com fins lucrativos.

O vídeo apresenta várias declarações. Entre as principais estão as de Tram Nguyen, diretora sênior de Acesso ao Aborto da PP na Costa do Golfo; as da Dra. Dorothy Furgerson, diretora médica de uma clínica da PP; e as da Dra. Deborah Nucatola, ex-diretora sênior de Serviços Médicos para a PP nacional.

A CMP divulga desde 2015 vídeos em que funcionários da PP admitiam que vendiam o corpos do bebês abortados. Entretanto, a PP negava terminantemente a prática e chegou a ingressar com ação judicial para punir as entidades e pessoas que divulgavam os vídeos. Segundo esses vídeos, as partes do bebês abortados eram vendidos por 35 a 100 dólares cada.

Os cadáveres dos fetos eram vendidos à StemExpress, laboratório que conduz pesquisas com células tronco. Os depoimentos das executivas comprovam que a PP vendiam as partes dos corpos com fins lucrativos, pois a StemExpress apenas realizava o pagamento no caso de a parte do corpo obtida ser útil para o laboratório. A lei americana permite apenas que sejam doadas as partes do corpo e reembolsados os custos que a PP teria de transporte e processamento delas. 

A CMP afirma que “os documentos mostram que alguns centros da PP recebiam mais de 10 mil dólares em apenas um mês”. Outros documentos demonstram que as executivas de alto nível da sede nacional norte-americana da PP tinham conhecimento da prática criminosa.

Em comunicado à imprensa, Daniel Daleiden, líder da equipe de investigação da CMP, afirmou que “chegou o momento das consequências federais para a PP”.

“A PP mentiu ao público e ao Congresso, mas agora já não há nenhuma dúvida razoável de que ela vendeu partes de corpos  de fetos, comercializando as crianças vivas no útero e tratando as mulheres grávidas como um campo de comércio. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos deve colocar a aplicação das leis contra o tráfico fetal no mais alto nível de prioridade”, pediu Daleiden.

(Com informações de ACI Prensa e Center for Medical Progress)

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